Mesmo lotada em outra unidade de saúde, servidora aparece em lista do Auxílio Fardamento do Samu no valor de R$ 2.060,90, benefício destinado apenas a quem exerce função na unidade
O pagamento de benefícios públicos no âmbito da saúde municipal de Porto Velho voltou a levantar questionamentos, desta vez envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
Em setembro de 2025, a imprensa local noticiou que um servidor do Samu havia registrado boletim de ocorrência contra a então gerente administrativa J. dos R., relatando episódios de perseguição no ambiente de trabalho. O caso ganhou repercussão e passou a ser acompanhado por servidores da unidade.
Após a divulgação dos fatos, a servidora que ocupava cargo comissionado acabou sendo exonerada da função em novembro de 2025, deixando de exercer atividades administrativas no Samu.
Atualmente, conforme informações obtidas pelo Fatos RO, J. dos R. encontra se lotada no Pronto Atendimento Ana Adelaide, outra unidade da rede municipal de saúde, sem vínculo funcional com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
Apesar disso, em janeiro de 2026, o nome de J. dos R. aparece na lista oficial de pagamento do Auxílio Fardamento SAMU 2026, benefício previsto na Lei Complementar 729/2018, no valor de R$ 2.060,90, destinado exclusivamente a servidores em exercício no Samu.
O ponto central do questionamento não é a existência do benefício, mas a adequação do pagamento. O auxílio é concedido em razão da necessidade de fardamento operacional específico utilizado pelos servidores da unidade. No entanto, a servidora não atua no Samu, o que levanta dúvidas sobre o enquadramento legal para o recebimento do valor.
Informações obtidas pelo Fatos RO indicam ainda que J. dos R. é pessoa próxima do secretário municipal de saúde, Jaime Gazola, citado nos bastidores políticos como pré-candidato a deputado federal. Embora a proximidade pessoal ou política, por si só, não configure irregularidade, o contexto reforça a necessidade de total transparência nos critérios adotados.
Diante do caso, surgem questionamentos inevitáveis:
- Por que uma servidora fora do Samu consta na lista de benefício exclusivo da unidade
- Qual fundamento legal autoriza o pagamento
- Quais critérios são utilizados para a elaboração da lista
- Se outros servidores fora da função também estão recebendo o auxílio
A situação ocorre sob a gestão do prefeito Léo Moraes e da Secretaria Municipal de Saúde, responsáveis diretos pela administração dos recursos públicos e pela definição dos critérios de concessão de benefícios.
Diante dos indícios e da documentação existente, o Fatos RO informa que uma denúncia será encaminhada ao Tribunal de Contas, solicitando a apuração do caso, a análise dos critérios adotados e a verificação de possíveis pagamentos indevidos.
O Fatos RO informa que permanece à disposição da Secretaria Municipal de Saúde para eventuais esclarecimentos, manifestações ou apresentação de informações que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos.
Confira aqui: LISTA DO AUXILIO FARDAMENTO 2026

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