Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de Rondônia revela detalhes graves envolvendo o prefeito Léo Moraes e o vereador Dr Santana durante a entrega dos residenciais Porto Madeiro II e V, em Porto Velho.
O documento, ao qual o Portal teve acesso, descreve uma sequência de constrangimentos públicos seguidos de agressão física e ameaças dentro de um dos apartamentos do conjunto habitacional.
Segundo o relato registrado, o vereador afirma que não foi incluído no dispositivo oficial do evento, mesmo tendo sido citado nominalmente na lista de autoridades. Ao tentar acessar o palco, teria sido impedido inicialmente por um segurança identificado como Bernardo, conhecido como Júnior.
Ainda conforme o boletim, após conseguir subir ao palco, o vereador não teve direito à fala durante a cerimônia, mesmo com outros parlamentares discursando. A situação gerou desconforto e questionamentos ainda durante o evento.
De acordo com o registro policial, o momento mais grave ocorreu após o encerramento da solenidade. Ao tentar conversar com o prefeito, o vereador relata que foi puxado pelo colarinho da camisa e levado de forma brusca para dentro de um apartamento decorado.
Dentro do imóvel, segundo o documento, o prefeito teria proferido ameaças, incluindo a frase “eu vou acabar com você”, além de xingamentos.
O boletim também aponta que um segurança que acompanhava o prefeito teria feito ameaça direta ao vereador, afirmando que “iria dar um tiro na sua boca”.
O documento menciona ainda que outras pessoas estavam presentes no momento, incluindo o vereador Breno Mendes e mais testemunhas.
Outro trecho do boletim relata que, após o ocorrido, o vereador foi orientado por uma autoridade municipal a não registrar o caso e evitar qualquer medida contra o prefeito, situação que também foi incluída no registro policial.
Com o registro formal dos fatos, o caso passa a ter desdobramentos legais e deve ser analisado pelas autoridades competentes.
Na esfera política, a legislação prevê que situações dessa natureza, se devidamente apuradas, podem resultar na abertura de procedimento na Câmara Municipal. Uma eventual cassação de mandato pode ocorrer caso haja aprofundamento do caso e comprovação de conduta incompatível com o cargo.
A reportagem buscou a assessoria da prefeitura de Porto Velho para manifestação sobre os fatos, mas até o momento não houve resposta.
O espaço segue aberto para posicionamento dos envolvidos.


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