Léo Moraes venceu as eleições de 2024 prometendo resolver um dos problemas mais antigos de Porto Velho: os constantes alagamentos em pontos críticos da cidade. Na véspera da votação, durante uma forte chuva, a avenida Guaporé com a rua Rio de Janeiro ficou completamente inundada. Na ocasião, o então candidato gravou um vídeo em meio à água, chutou a enxurrada, criticou a gestão municipal da época e afirmou que aquela realidade teria fim ainda naquele ano.
Passado um ano e quatro meses de mandato, a situação no local segue praticamente a mesma.
Logo no início da gestão, a prefeitura anunciou intervenções na drenagem da região. Foram abertas valas, instaladas cestas coletoras nos bueiros e realizadas ações com ampla divulgação nas redes sociais. As obras se estenderam por meses, acompanhadas de registros e campanhas institucionais destacando os serviços executados. Posteriormente, os buracos foram fechados e a gestão voltou a apresentar a intervenção como solução para o problema histórico.
No entanto, o resultado prático não correspondeu à expectativa criada.
Imagens registradas na tarde desta quarta feira, 29 de abril, mostram que uma chuva rápida foi suficiente para provocar novamente o alagamento na avenida Guaporé com a rua Rio de Janeiro, repetindo o cenário que havia sido alvo de críticas durante o período eleitoral.
O caso evidencia que a solução de problemas estruturais exige mais do que ações pontuais. Intervenções em drenagem urbana demandam planejamento técnico, execução adequada e acompanhamento contínuo, especialmente em uma cidade com histórico recorrente de alagamentos.
Além desse ponto, o Fatos RO também recebeu registros de outros bairros de Porto Velho enfrentando a mesma situação, com ruas tomadas pela água após as chuvas, o que reforça que o problema é mais amplo e ainda não foi resolvido de forma efetiva.
O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Porto Velho sobre as intervenções realizadas na região e as medidas previstas para evitar novos alagamentos.


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