Moradores de comunidades do Baixo Madeira denunciaram ao Portal Fatos RO a distribuição de água mineral com prazo de validade vencido durante ações coordenadas pela Defesa Civil Municipal. Segundo os relatos, a entrega ocorreu entre os dias 15 e 21 de maio, contemplando localidades como Calama, Demarcação e outras comunidades adjacentes da região ribeirinha.
A denúncia ganhou força após moradores identificarem nos recipientes a data de validade expirada. Imagens encaminhadas à reportagem mostram um dos galões com validade registrada em 16 de abril de 2026, embora a distribuição tenha ocorrido semanas depois.
A situação gerou indignação entre os moradores, que questionam como um produto fora do prazo de validade foi entregue justamente a famílias que dependem da assistência pública em uma região de difícil acesso.
A nova denúncia aumenta a pressão sobre a Defesa Civil Municipal, que já vinha sendo alvo de críticas por parte de lideranças comunitárias. Meses atrás, moradores também denunciaram a existência de centenas de cestas básicas armazenadas enquanto diversos produtos se aproximavam do vencimento sem que houvesse a devida distribuição às famílias necessitadas.
Para moradores da região, o episódio demonstra possível falha no controle de estoque, fiscalização e logística dos materiais destinados às ações humanitárias.
“Quem mora no Baixo Madeira já enfrenta inúmeras dificuldades. Quando a ajuda chega, o mínimo que se espera é que os produtos estejam em condições adequadas para consumo”, relatou um morador que preferiu não se identificar.
A reportagem questiona:
* Quantos galões de água foram distribuídos durante a ação?
* Houve conferência das datas de validade antes da entrega?
* Outros lotes também estavam vencidos?
* A Prefeitura abrirá procedimento para apurar eventuais responsabilidades?
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Porto Velho e da Defesa Civil Municipal.
Caso seja confirmada a distribuição de produtos vencidos, o episódio poderá resultar em apuração pelos órgãos de controle e fiscalização, uma vez que os materiais foram adquiridos ou distribuídos com recursos públicos destinados à assistência da população.

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