De acordo com relatos, alunos do 4º ano, no período da manhã, tiveram apenas quatro dias de aula. Já o 1º ano B, no turno da tarde, enfrenta o mesmo cenário. O caso mais grave é o das crianças do 1º ano, que sequer chegaram a iniciar as atividades escolares.
A situação vai além da educação. Mães e pais estão sendo diretamente prejudicados, sem ter onde deixar os filhos para trabalhar. Muitas famílias estão sendo forçadas a improvisar ou até abrir mão de renda para cuidar das crianças em casa.
Enquanto isso, o prejuízo no aprendizado é evidente. Crianças em fase de alfabetização estão sem acesso ao ensino básico, comprometendo o desenvolvimento escolar justamente no momento mais importante da formação.
Relatos apontam que vereadores já foram procurados por pais, mas até o momento nenhuma medida efetiva foi tomada. Nos bastidores, a percepção de parte da população é de que há falta de cobrança mais firme à Prefeitura, o que levanta questionamentos sobre a independência do Legislativo diante do Executivo.
A situação escancara uma inversão de prioridades na gestão municipal. Em meio a gastos com eventos e festas, que acabam servindo mais para promoção política do que para resolver problemas reais da população, a educação segue sendo negligenciada.
A população cobra resposta imediata. Não é sobre evento. É sobre responsabilidade. É sobre o futuro das crianças de Porto Velho.

Comentários: