A entrega de 592 apartamentos dos residenciais Porto Madeiro II e V, realizada nesta semana em Porto Velho, com participação do Ministério das Cidades e da prefeitura municipal, foi marcada por denúncias graves de constrangimento, exclusão política e supostas ameaças envolvendo autoridades locais.
De acordo com relatos do vereador Dr Santana, ele não foi convidado a compor o dispositivo oficial do evento, mesmo sendo, segundo ele, o único parlamentar com atuação direta junto às famílias beneficiadas desde a gestão anterior.
Ainda conforme o vereador, toda a articulação para a entrega dos empreendimentos teria sido iniciada ainda durante a gestão do ex prefeito Hildon Chaves, com continuidade já em 2025, quando Santana assumiu o mandato.
Durante a cerimônia, o vereador relata que, após manifestação e pressão de apoiadores, conseguiu subir ao palco. No entanto, afirma que foi novamente impedido de discursar, mesmo após outros vereadores terem recebido espaço de fala.
A situação gerou revolta entre familiares e apoiadores. Segundo testemunhas, a filha do parlamentar teria questionado diretamente o prefeito Léo Moraes, perguntando “por que você fez isso com meu pai”.
O caso se agravou após o encerramento da cerimônia. De acordo com o vereador, já em um dos apartamentos do residencial, ele teria sido abordado de forma agressiva pelo prefeito.
Santana afirma que foi puxado pelo colarinho para dentro de uma unidade, onde teria ouvido ameaças verbais. Entre as falas relatadas estão expressões como “vou acabar contigo” e menções à família do parlamentar.
Ainda segundo o vereador, um segurança que acompanhava o prefeito também teria feito ameaça direta, afirmando que poderia “dar um tiro”.
No momento do ocorrido, conforme informado, também estava presente o vereador Breno Mendes.
Diante da gravidade dos relatos, o vereador Dr Santana informou que irá registrar boletim de ocorrência sobre os fatos narrados.
O caso também deverá ser levado aos órgãos de controle e fiscalização, podendo resultar em apuração por parte das autoridades competentes, incluindo possíveis investigações sobre abuso de autoridade e ameaça.
A reportagem buscou a assessoria da prefeitura de Porto Velho solicitando posicionamento oficial sobre os fatos. Até o momento, não houve resposta.
O espaço segue aberto para manifestação dos envolvidos.

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