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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026
De A para C: em apenas um ano e meio, Léo Moraes derruba a saúde fiscal de Porto Velho enquanto prepara mais de R$ 500 milhões em novos empréstimos

Porto Velho

De A para C: em apenas um ano e meio, Léo Moraes derruba a saúde fiscal de Porto Velho enquanto prepara mais de R$ 500 milhões em novos empréstimos

A cidade que recebeu caixa bilionário e capacidade máxima de pagamento agora entra em zona de alerta fiscal, justamente quando a Prefeitura busca ampliar seu endividamento.

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Quando Léo Moraes assumiu a Prefeitura de Porto Velho, o discurso era de uma nova forma de administrar: moderna, eficiente e conectada. Nas redes sociais, vídeos diários, anúncios constantes e uma estratégia de comunicação intensa renderam ao prefeito o apelido de “Prefeito TikTok”.

 

Mas, longe das câmeras, os indicadores oficiais do Tesouro Nacional contam outra história.

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Em apenas um ano e meio de gestão, Porto Velho deixou de figurar entre os municípios com melhor situação fiscal do país para entrar na faixa de alerta na Capacidade de Pagamento (CAPAG), principal indicador utilizado pela Secretaria do Tesouro Nacional para medir a saúde financeira dos entes públicos que desejam contratar operações de crédito com garantia da União.

 

O que aconteceu?

 

Os dados oficiais do Tesouro mostram uma deterioração expressiva, quando sai da nota A para C.

CAPG - Outubro de 2024, último ranking de 2024 - Categoria "A"

 

Ou seja, Porto Velho sofreu forte piora justamente no indicador relacionado à capacidade corrente e ao equilíbrio fiscal, suficiente para fazer a nota global despencar de A para C.

CAPG - Junho de 2026, atual ranking de 2026 - Categoria "C"

 

O que significa perder a CAPAG?

 

A CAPAG não é um simples ranking.

 

Ela representa a avaliação da capacidade do município de assumir novas dívidas sem comprometer suas finanças.

 

O Tesouro utiliza três grandes indicadores:

 

endividamento;

 

poupança corrente;

 

liquidez.

 

 

É justamente essa nota que serve como referência para operações de crédito com garantia da União e demonstra o grau de risco fiscal do ente público.

 

Agora, os números mais recentes divulgados pelo Tesouro apontam um cenário completamente diferente, com Porto Velho enquadrada na faixa C da capacidade de pagamento.

 

A coincidência preocupa, justamente no momento em que a gestão busca autorização para contratar um volume histórico de empréstimos.

 

Enquanto os vídeos continuam rendendo milhões de visualizações, os números oficiais mostram uma realidade menos favorável: a Prefeitura que iniciou a gestão com nota máxima de capacidade de pagamento agora aparece em uma faixa de alerta justamente quando pretende ampliar seu endividamento.

 

Na política, curtidas duram poucos segundos.

 

Já as parcelas dos empréstimos costumam permanecer por muitos anos.

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