Ex-servidores da Câmara Municipal de Porto Velho procuraram o Fatos RO para denunciar que, mesmo após meses da exoneração, ainda não receberam suas rescisões trabalhistas.
De acordo com os relatos, há casos de ex-assessores exonerados desde janeiro, outros desligados em fevereiro e maio deste ano, e também servidores da legislatura passada, ligados a vereadores que não foram reeleitos, que seguem sem receber o que têm direito.
Até o momento, o Fatos RO já recebeu denúncias de pelo menos quatro ex-assessores, e os relatos apontam um cenário preocupante.
“A gente vai no RH e dizem que é com o vereador. Aí vamos no gabinete e dizem que já solicitaram e que é com o presidente. Um joga pro outro, e a gente continua sem nada”, contou uma das pessoas ouvidas pela reportagem.
Enquanto os trâmites burocráticos se arrastam, a realidade desses trabalhadores é de fome, necessidade e humilhação.
“Tem gente passando dificuldade, assessor que precisa comprar remédio e não tem dinheiro. A gente só quer receber o que é nosso, são dois, três mil reais que fariam toda diferença”, relatou outro ex-servidor.
A denúncia também chama atenção para o contraste entre a situação dos ex-funcionários e os altos gastos do Legislativo municipal. Enquanto servidores exonerados enfrentam dificuldades para garantir o básico, vereadores contam com verba indenizatória de até 60 mil reais por mês, usada inclusive para alugar caminhonetes de 12 a 13 mil reais mensais, além de outras despesas generosas custeadas com dinheiro público.
“Enquanto eles gastam com carro de luxo, tem assessor que trabalhou honestamente e hoje não tem o que comer”, desabafou uma fonte.
O Fatos RO tentou contato com a presidência da Câmara Municipal de Porto Velho para esclarecimentos sobre o atraso nos pagamentos, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.

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