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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
Empresa usa nome da Prefeitura de Porto Velho para coletar dados sensíveis de mães atípicas

Porto Velho

Empresa usa nome da Prefeitura de Porto Velho para coletar dados sensíveis de mães atípicas

Questionário voltado para mães atípicas vincula nome da Prefeitura sem comprovação de parceria oficial.

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Um formulário online voltado para mães atípicas — aquelas que cuidam de crianças com deficiência ou necessidades específicas — está circulando nas redes sociais com o nome da Prefeitura de Porto Velho associado à iniciativa. A situação gerou alerta e desconfiança por parte de mães e especialistas da área.
 
O questionário, hospedado na plataforma Google Forms, é de autoria da empresa Neurokind, que utiliza um e-mail institucional para enviar e receber as respostas. Apesar de mencionar a Prefeitura como parceira, o material não apresenta nenhum documento oficial que comprove essa relação institucional.
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Mais grave ainda: o formulário solicita dados pessoais e sensíveis das mães e de seus filhos, o que levanta sérias dúvidas sobre a legalidade da coleta de informações. A prática pode ferir diretamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras claras para a captação, tratamento e armazenamento de dados pessoais, especialmente quando envolve menores de idade e grupos vulneráveis.
 
Diante disso, ficam as perguntas que precisam ser respondidas de forma urgente:
•A Prefeitura de Porto Velho tem, de fato, algum tipo de parceria, contrato ou convênio com a empresa Neurokind?
•O uso do nome da administração municipal nesse formulário foi autorizado oficialmente?
•Alguma secretaria — como a de Saúde, de Assistência Social ou da Mulher — participou da elaboração ou tem ciência da existência desse formulário?
•Quem garante que os dados coletados não serão utilizados de forma indevida ou comercializada, colocando em risco a privacidade de famílias em situação de vulnerabilidade?
 
Sem respostas claras, o cenário é de insegurança e possível violação de direitos. Usar o nome de uma instituição pública para respaldar a coleta de dados sensíveis é uma atitude grave, que exige apuração imediata e, se necessário, responsabilização legal.
 
O Fatos RO continuará acompanhando o caso e reforça que mães ou responsáveis que tenham recebido ou preenchido o formulário devem redobrar a atenção quanto ao uso de suas informações pessoais.
 
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