O líder do prefeito na Câmara, vereador Breno Mendes (Avante), denunciou nesta sexta-feira (3) que veículos da frota municipal foram flagrados recolhendo resíduos na Praça da Pirâmide, no bairro Nova Floresta, justamente no dia em que o consórcio EcoPVH deveria assumir integralmente os serviços de coleta de lixo na capital.
Imagens enviadas por moradores mostram servidores utilizando caminhão de poda e caminhonete oficiais para recolher resíduos acumulados na via. Para o vereador, o flagrante comprova que a Prefeitura não confiou plenamente no consórcio contratado emergencialmente e precisou recorrer à sua própria estrutura.

A denúncia ganha peso porque a Prefeitura segue ignorando uma decisão judicial de 2024 que manteve a Marquise Ambiental (EcoRondônia) responsável pela coleta. A liminar da juíza Muriel Clève Nicolodi, da 2ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu os acórdãos do TCE-RO e garantiu a continuidade da PPP até o julgamento final.
Esse contrato previa R$ 180 milhões em investimentos, dos quais cerca de R$ 50 milhões já foram aplicados em renovação da frota, implantação do Centro de Controle Operacional, programas de educação ambiental e atendimento fluvial a comunidades ribeirinhas. Com a interrupção, esses avanços ficam sob risco.
O vereador Breno Mendes cobrou que a Justiça faça valer a decisão já em vigor. A denúncia dele se soma às reclamações do vereador Thiago Tezzari (PSDB), que tem recebido dezenas de registros do “caos” na coleta e exige fiscalização rigorosa sobre o contrato emergencial firmado com o consórcio EcoPVH.
Se confirmadas as falhas, Porto Velho pode enfrentar retrocesso no sistema de limpeza urbana, com prejuízos financeiros, impactos ambientais e ameaça de crise de saúde pública.

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