A proposta de terceirização do transporte escolar em Porto Velho, levantada pela gestão Léo Moraes, escancara o atestado de incompetência do secretário municipal de Educação Leonardo Leocadio. Em menos de um ano de comando, a Educação municipal acumula crises: falta de merenda, ausência de uniformes e até uma adesão de ata considerada a mais rápida da história da pasta, envolvendo valores aparentemente superfaturados.
Agora, em vez de fortalecer um modelo que funciona, o secretário busca uma Parceria Público Privada para o transporte escolar, abrindo brecha para a volta de interesses obscuros que já mancharam a história da cidade.
Vale lembrar que a gestão passada, comandada pelo ex prefeito Hildon Chaves, enfrentou de frente a chamada máfia do transporte escolar. Foram anos de contratos milionários, ônibus sucateados e fraudes que levaram ex secretários para a prisão. Como solução, Hildon adquiriu 160 ônibus novos com recursos próprios, ao custo de 36 milhões de reais, e colocou a frota sob a gestão da Semed, garantindo economia e transparência.
Recentemente, o vereador Thiago Tezzari também fez duras críticas ao secretário Leonardo Leocadio, afirmando que ele pode até ter muitos diplomas, mas até agora não mostrou para que veio. A avaliação do parlamentar apenas reforça a percepção de que a Educação vem sofrendo com a falta de resultados concretos.
É sabido nos bastidores que o secretário foi indicado por um grupo político e que o prefeito Léo Moraes mantém o nome no cargo por conta de compromissos de acordo. No entanto, se o secretário não cumpre seu papel e não entrega o básico, precisa urgentemente ser substituído, sob risco de afundar na lama a Educação do município.
Hoje, o transporte escolar atende mais de 5 mil alunos, percorre 169 rotas diariamente e está sob controle dos Conselhos Escolares. Não há justificativa plausível para retroceder. Terceirizar o transporte escolar não é modernizar, é admitir fracasso na gestão atual e abrir caminho para novos escândalos.
📌 Reportagem adaptada do Rondoniagora

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