Nesta segunda-feira (29), Jair Bolsonaro gravou um vídeo diretamente do hospital DF Star, onde está internado em Brasília, ao lado do novato Bruno Scheid. Na gravação, o ex-presidente afirmou que Rondônia pode eleger um governador e dois senadores ligados ao seu grupo político, citando Marcos Rogério, Fernando Máximo e Scheid — todos homens. Mais uma vez, Bolsonaro exclui lideranças femininas importantes, como a deputada federal Silvia Cristina.
Silvia é hoje uma das parlamentares mais sérias, atuantes e respeitadas do estado. Com uma trajetória sólida na saúde e na defesa das mulheres, é presença constante nos municípios e tem trabalho reconhecido em todo o estado. Em 2024, recebeu o apoio público de Michelle Bolsonaro durante a campanha municipal — um reconhecimento que não se refletiu na fala do ex-presidente.
O gesto de Bolsonaro reforça sua postura centralizadora e machista. Assim como ignorou Michelle Bolsonaro para 2026, agora também relega ao esquecimento uma aliada fiel como Silvia. Sua preferência por impor nomes, mesmo sem mandato ou histórico político, como no caso de Scheid, ignora a realidade do eleitorado rondoniense.
Embora Rondônia tenha maioria bolsonarista, seu povo quer e merece liberdade de escolha. Silvia Cristina tem base, votos e reputação. Apagá-la das projeções é subestimar o eleitor — e isso, politicamente, cobra um preço alto.

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