Um áudio que circula entre lideranças comunitárias de Porto Velho trouxe novos elementos sobre o ambiente de tensão registrado durante a entrega dos residenciais Porto Madeiro II e V.
Na gravação, um morador que afirma ter presenciado a situação relata que houve comportamento agressivo por parte de integrantes da equipe de segurança ligada ao prefeito Léo Moraes. Segundo ele, a postura adotada ultrapassou o limite esperado para profissionais que deveriam atuar exclusivamente na proteção da autoridade.
De acordo com o áudio, o morador afirma que presenciou discussões e que integrantes da segurança teriam se exaltado, com menções a agressões contra pessoas presentes no local. Ele também relata que a intervenção de um superior teria sido necessária para conter a situação.
O relato chama atenção para o que considera um desvio de função. “A segurança tem que proteger, não pode ser motivo de confusão”, diz o morador no áudio, ao criticar a atuação durante o evento.
Ainda segundo ele, houve momentos em que pessoas foram impedidas de se aproximar ou questionar, o que, na avaliação do morador, demonstra excesso por parte da equipe responsável pela segurança.
O áudio passou a circular em grupos de lideranças e reforça o debate sobre o comportamento de agentes públicos e de suas equipes em eventos oficiais, especialmente em situações de contato direto com a população.
No fim do relato, o morador ainda questiona a postura adotada e afirma que situações como essa acabam gerando constrangimento e insegurança, inclusive para quem está apenas acompanhando as agendas públicas.
Episódios anteriores envolvendo a atuação da equipe de segurança também voltaram a ser lembrados, como o caso em que o vereador Marcos Combate teria sido barrado durante uma agenda oficial, além de registros de confusões em período de campanha.
A repetição de relatos semelhantes levanta questionamentos sobre a condução da segurança e o nível de orientação adotado. Até o momento, mesmo com a repercussão do caso envolvendo o vereador Dr Santana, não houve posicionamento público do prefeito Léo Moraes.
A ausência de manifestação oficial, seja por meio de nota, redes sociais ou resposta à imprensa, passa a ser interpretada por parte da população como um indicativo de postura diante dos episódios.
A reportagem buscou a assessoria da prefeitura de Porto Velho para manifestação sobre as agressões e os fatos relatados, mas até o momento não houve resposta.
O espaço segue aberto para posicionamento.

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