A Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric) se transformou em palco de uma verdadeira quebra de braço político.
De um lado está o chamado “grupo do golpe”, formado pelo vereador Adriano Gomes, pelo secretário adjunto Alexandre Silva, ligado ao deputado Marcelo Cruz e que já foi diretor da Escola do Legislativo durante a gestão do parlamentar, além de um ex diretor do DDRTA e outros aliados.
Do outro, o titular Rodrigo Silva, respaldado diretamente pelo prefeito e sua equipe de confiança.
Nos bastidores, a orientação do grupo de Adriano Gomes seria clara: articular a queda do titular para que o adjunto Alexandre Silva assuma o comando da pasta. A movimentação teria ligação com antigos apoios eleitorais e com associações que se alinharam ao vereador nas eleições passadas e agora se colocam como base de sustentação política.
Permanência instável
A permanência de Rodrigo no cargo é considerada instável. O prefeito Léo Moraes pode não ceder facilmente à pressão, mas ela virá de cima, com o peso político de um deputado e do futuro presidente da Câmara Municipal. Além do cenário político, a situação se agrava por problemas internos de gestão. Em nove meses de administração, a cada dia que passa mais veículos estão parados por falta de manutenção, o programa Porteira Adentro acumula atrasos e falta de transparência, e, pela primeira vez em mais de 10 anos, servidores deixaram de receber suas diárias em dia.
Crise à vista
A tensão tende a se agravar nos próximos meses. Informações que circulam dentro do próprio grupo do prefeito dão conta de que, assim que o pai do deputado Marcelo Cruz assumir a presidência da Câmara, o caldo pode engrossar de vez contra o Executivo.
Por enquanto, o embate segue restrito às articulações de bastidores, mas já movimenta lideranças e preocupa aliados do governo.

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