O atual secretário de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho (Semdestur), Paulo Moraes, irmão do prefeito Léo Moraes, voltou a protagonizar mais uma gafe pública. Em vídeo publicado nesta quinta-feira (8), o secretário aparece comemorando o suposto sucesso da reforma da Litorina, alegando que mais de 5 mil pessoas já passearam pelo atrativo turístico. Até aí, tudo bem, não fosse pela mentira descarada dita com a maior naturalidade.

De acordo com Paulo Moraes, “a Litorina estava parada há mais de 10 anos”. A afirmação, porém, é absolutamente falsa. O veículo histórico foi reativado em 2019, durante a gestão do então prefeito Hildon Chaves, em uma ação realizada em parceria com empresários locais, especialmente o grupo Rovema (clique aqui e confira). Além da reativação, a Litorina passou por reforma e melhorias estruturais, garantindo segurança e viabilidade para o funcionamento do passeio turístico. A ação teve ampla repercussão e foi registrada por veículos de imprensa como o G1 Rondônia e a Rede Amazônica.

E tem mais: Aleks Palitot, atual adjunto de Paulo e ex-secretário da mesma pasta, era vereador em 2019 e esteve presente no evento de reativação da Litorina. Ou seja, a fala de Paulo Moraes ignora não apenas a realidade dos fatos, mas também o conhecimento técnico e histórico de seu próprio adjunto, que tem atuação reconhecida na valorização do turismo e da memória cultural da capital.
A fala do secretário não apenas desinforma a população, como tenta apagar um trabalho recente e bem documentado. Resta saber se o erro foi motivado por má fé ou pela falta de preparo da equipe técnica. O fato é que o secretário precisa colocar a vaidade no bolso e, antes de se pronunciar publicamente sobre patrimônios históricos, deveria consultar seu próprio adjunto. Aleks Palitot tem autoridade e autonomia para tratar do tema, além de ter exercido dois mandatos como vereador, somando 8 anos de atuação com forte envolvimento na valorização do turismo em Porto Velho e no estado de Rondônia.
Outro ponto que chama atenção é o contexto político em que Paulo Moraes aparece. Ele foi o pivô da queda relâmpago do professor e historiador Aleks Palitot, que assumiu a Semdestur, mas teve sua nomeação derrubada em menos de 30 dias, no popular “tapetão”. Antes de Palitot, a secretaria era comandada por Glayce Bezerra, que deixou um legado reconhecido pela valorização do turismo histórico cultural.
O Fatos RO recentemente publicou uma matéria comparando os currículos de Glayce, Palitot e Paulo Moraes. A diferença é gritante. Enquanto os dois primeiros possuem ampla trajetória ligada à área, Paulo parece ter sido alçado ao cargo mais por parentesco do que por competência.
Mentiras públicas ditas com naturalidade, desprezo pelo conhecimento técnico e tentativas de apagar gestões anteriores são sinais preocupantes de uma administração que promete modernidade, mas entrega desinformação. O povo de Porto Velho merece respeito, e isso começa com a verdade.

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