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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
Monique Medeiros se entrega à polícia após STF restabelecer prisão preventiva

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Monique Medeiros se entrega à polícia após STF restabelecer prisão preventiva

Mãe de Henry Borel retornou à custódia em Bangu nesta segunda-feira; decisão do ministro Gilmar Mendes atendeu a pedido da PGR e do assistente de acusação Leniel Borel.

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Monique Medeiros da Costa e Silva, ré pelo homicídio do filho Henry Borel, entregou-se à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (20), na 34ª DP (Bangu), no Rio de Janeiro. O retorno ao sistema prisional cumpre a determinação expedida na última semana pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após se apresentar, Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson para exames de praxe e audiência de custódia, devendo retornar posteriormente à Penitenciária Talavera Bruce, onde já esteve custodiada anteriormente.

A nova ordem de prisão ocorre após um breve período de liberdade concedido em 23 de março, quando o julgamento do caso foi adiado devido ao abandono do plenário pela defesa do ex-vereador Dr. Jairinho. Na ocasião, a justiça fluminense havia relaxado a prisão de Monique alegando prejuízo pelo atraso no cronograma. No entanto, o STF acolheu um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do pai da criança, Leniel Borel, restabelecendo a custódia preventiva como medida necessária para o andamento do processo.

O caso Henry Borel remonta a março de 2021, quando o menino de 4 anos morreu com sinais de violência extrema enquanto estava sob os cuidados da mãe e do padrasto. O laudo pericial apontou 23 lesões provocadas por ação violenta, contradizendo a versão inicial de acidente doméstico. A acusação sustenta que Jairinho praticava sessões de tortura contra a criança e que Monique tinha conhecimento das agressões, respondendo por homicídio e omissão de socorro.

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A defesa de Monique Medeiros informou que já ingressou com embargos de declaração e pretende apresentar um agravo para que o colegiado do STF reavalie a decisão de Gilmar Mendes. Os advogados sustentam que a ré sofreu ameaças na prisão e alegam confiança na absolvição durante o julgamento, agora marcado para o dia 25 de maio. A equipe jurídica também estuda levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sob o argumento de que Monique estaria sendo vítima de violência institucional.

FONTE/CRÉDITOS: ADMIN USER
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