O Fatos RO recebeu uma denúncia grave e documentada sobre o uso indevido da estrutura da Prefeitura de Porto Velho para fins particulares e eleitorais. O principal beneficiado é Paulo Moraes, secretário da SEMDESTUR e irmão do prefeito Léo Moraes.
Documentos oficiais e registros públicos confirmam que o secretário vem utilizando um servidor técnico da Prefeitura como seu assessor pessoal de comunicação, em total desvio da finalidade pública do cargo.
O servidor em questão é Yann G., nomeado como Gerente da Divisão de Projetos de Urbanismo (CC-11) da Secretaria Municipal de Resolução Estratégica de Convênios e Contratos (SEMESC). Esse cargo deveria ser ocupado por um arquiteto, engenheiro ou urbanista, e tem como responsabilidade central a elaboração e acompanhamento de projetos estruturantes para a cidade.
Porém, Paulo Moraes decidiu utilizar esse cargo técnico de alta relevância como atalho para manter um assessor de mídia exclusivo a seu serviço, sem custo pessoal algum. Em vez de estar na SEMESC cumprindo sua função técnica, Yann foi designado por portaria para atuar dentro da SEMDESTUR, sob supervisão direta do próprio Paulo, produzindo vídeos, fotos, roteiros e postagens para as redes sociais do secretário.
Quem está se promovendo com dinheiro público é Paulo Moraes
É importante reforçar que o servidor Yann G. é um profissional da área de mídia e está apenas executando o que lhe é mandado, recebendo seu salário como qualquer trabalhador. O problema está na conduta do secretário Paulo Moraes, que usou uma vaga técnica da Prefeitura para atender sua estratégia pessoal de autopromoção — deixando um setor essencial da administração completamente esvaziado.
Enquanto a divisão de projetos da SEMESC segue sem comando técnico, Paulo Moraes desfruta de um servidor pago com dinheiro público para fazer sua imagem política circular nas redes sociais. E tudo isso com o aval do prefeito Léo Moraes, que assina as nomeações e exonerações como se fosse algo natural.
📌 Nas redes sociais do próprio Paulo, há stories em que Yann aparece citado como parte da “equipe de mídia”. Nos perfis pessoais e profissionais do servidor, há dezenas de conteúdos produzidos para o secretário, muitos deles com linguagem claramente promocional.
Enquanto isso, Porto Velho paga R$ 35 milhões para fazer o que deveria ser feito internamente
A denúncia fica ainda mais grave quando se observa que, mesmo com mais de 80 engenheiros no quadro efetivo, a Prefeitura firmou um contrato de R$ 35,7 milhões com uma empresa privada para elaboração de projetos de engenharia. Ou seja: terceiriza milhões para fora e esvazia a estrutura técnica dentro, usando cargos comissionados para abrigar aliados políticos.
E não para por aí. Em menos de 5 meses, Yann G. já passou por três secretarias diferentes (SEMDESTUR, SGG, SEMESC) e teve seu salário aumentado a cada movimentação, indo de CC-6 a CC-11, sem qualquer justificativa técnica clara. A sucessão de nomeações mostra que a estrutura da Prefeitura está sendo manipulada para favorecer um único nome: Paulo Moraes.
O desvio de função está configurado. A conduta é grave. E o benefício é pessoal e político.
O Fatos RO segue acompanhando o caso e se coloca à disposição do Ministério Público e dos órgãos de controle. A cidade está sem comando técnico em áreas essenciais, enquanto o irmão do prefeito desfruta de um assessor pessoal bancado com recursos públicos. Isso precisa ser investigado com urgência.




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