O Portal Fatos RO recebeu a informação de que, nos bastidores do Prédio do Relógio, a exoneração de Leonardo Leocadio, atual secretário da Secretaria Municipal de Educação, já é tratada como iminente. A expectativa interna é de que a saída ocorra a partir de 01 de fevereiro, embora até o momento não exista publicação oficial.

A possível exoneração ocorre em meio a um acúmulo de desgastes na Semed, marcado por denúncias, questionamentos sobre a condução administrativa da pasta e crescente pressão da rede municipal de ensino. Com risco real de paralisação das atividades, o cenário elevou a cobrança por respostas mais concretas da gestão do prefeito Leo Moraes.
Um dos primeiros episódios que geraram desgaste ao secretário ainda em 2025 foi a denúncia levada à tribuna pelo vereador Marcos Combate. À época, o parlamentar questionou a rápida adesão a uma ata para a aquisição de aproximadamente 30 mil lancheiras escolares, considerada uma das mais céleres da gestão. O caso levantou debates sobre critérios, planejamento e prioridade das ações adotadas pela Secretaria Municipal de Educação logo no início do mandato.
Meses depois, as críticas ganharam novo fôlego. Em agosto, o vereador Thiago Tezzari voltou a cobrar publicamente resultados da gestão da Semed. Durante pronunciamento na tribuna, Tezzari afirmou que, após oito meses de administração, o secretário ainda não havia demonstrado a que veio, reforçando a percepção de inoperância da pasta.
Dentro da própria secretaria, a informação sobre a possível exoneração tem sido recebida com alívio por parte dos servidores. Leonardo Leocadio assumiu a Semed no início da atual gestão e, apesar do currículo técnico apresentado, a avaliação interna é de que não houve avanços efetivos capazes de atender às demandas da rede municipal de ensino.
A soma dos questionamentos iniciais, das críticas recorrentes feitas na Câmara Municipal, da insatisfação dos servidores e da pressão dos professores contribuiu para um ambiente de instabilidade contínua dentro da Semed. Nos bastidores do Executivo, a avaliação é de que a permanência do atual secretário se tornou politicamente frágil diante do histórico de crises acumuladas.

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