Em 2019, ainda durante seu mandato como deputada federal, Mariana Carvalho (Republicanos) articulou junto ao então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a destinação de R$ 100 milhões para a construção de uma nova unidade hospitalar em Rondônia. O recurso foi formalizado por meio do Contrato de Repasse nº 897139/2019/MS/CAIXA, celebrado em 31 de dezembro daquele ano, com o objetivo de fortalecer a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.
Desde então, o contrato passou por sucessivas prorrogações e alterações no plano de trabalho. Em maio deste ano, foi solicitada uma nova readequação do projeto, incluindo a mudança da proposta originalmente apresentada como Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro) para o Hospital de Especialidades de Rondônia, com foco em atenção especializada. O prazo mais recente foi prorrogado para 31 de dezembro de 2026, período previsto para os ajustes necessários, incluindo o projeto de engenharia e os procedimentos para a licitação.
Para Mariana, mais do que discutir responsabilidades pelo tempo transcorrido, o momento exige união e prioridade para que um investimento conquistado há quase sete anos finalmente se transforme em atendimento para a população.
“São R$ 100 milhões que nós buscamos ainda em 2019 pensando em quem espera por atendimento, em quem sofre depois de um acidente, em quem precisa de urgência e emergência e não pode esperar. Esse dinheiro precisa virar hospital, leito, estrutura e atendimento. O que me preocupa é o tempo passar e Rondônia continuar esperando por uma solução que é urgente”, afirmou.
A situação foi lembrada pela candidata durante entrevista ao Bom Dia Rondônia, nesta segunda-feira (31), quando Mariana voltou a defender que o estado precisa ampliar sua capacidade de atendimento em trauma, urgência e emergência. Para ela, o debate sobre o futuro da unidade precisa manter no centro quem depende diariamente da saúde pública.
“Não quero transformar a saúde em uma disputa para saber de quem é a culpa. Quero ajudar a encontrar o caminho para que esse recurso não seja perdido e para que essa estrutura finalmente saia do papel. Quem está esperando há anos não é um partido ou um governo. É o paciente. É uma mãe, um pai, uma família que precisa do SUS”, destacou.
Mariana defende que a experiência adquirida em oito anos na Câmara dos Deputados pode contribuir para acompanhar a situação junto ao Governo Federal, ao Ministério da Saúde e aos demais órgãos envolvidos. Segundo ela, a prioridade agora deve ser garantir segurança ao recurso e acelerar as etapas necessárias para que o investimento cumpra a finalidade para a qual foi conquistado.
“Eu fiz a minha parte quando fui buscar esses R$ 100 milhões em Brasília e continuo disposta a fazer a minha parte para que eles cheguem a quem realmente precisa. Rondônia não pode correr o risco de perder um recurso dessa dimensão e, principalmente, não pode continuar perdendo tempo quando estamos falando de salvar vidas”, concluiu.

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