Um grupo de idosos atendidos pelo Projeto Ame-se procurou, nesta terça-feira (13), a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA), em Porto Velho, para cobrar explicações sobre a determinação que proibiu atividades do projeto na Unidade de Saúde Pedacinho de Chão.
Idealizado pela médica de Saúde da Família Priscilla Tourinho, juntamente com a equipe Embratel II, o projeto promovia encontros semanais voltados à saúde e à qualidade de vida de pessoas com mais de 60 anos.
A iniciativa, segundo seus organizadores, era 100% voluntária, com participação de uma equipe multidisciplinar e voluntários da Paróquia Sagrada Família. Entre as atividades estavam exercícios físicos, hidroginástica, exames e acompanhamento de saúde.
A decisão que provocou indignação foi formalizada no Memorando nº 406/2026/SEMUSA-DAB, de 7 de outubro, assinado pela diretora do Departamento de Atenção Básica, Aline Almeida da Costa. O documento determina a proibição imediata das ações do Projeto Ame-se vinculadas à unidade de saúde, mencionando pesquisas acadêmicas.
A medida surpreendeu os participantes, que questionam os motivos para interromper uma iniciativa voltada ao bem-estar da população idosa.
Nesta terça-feira, os idosos buscaram esclarecimentos junto à SEMUSA e querem uma resposta da secretária municipal de Saúde, Sandra, e do prefeito Léo Moraes.
A pergunta que fica é: por que impedir uma iniciativa voluntária que oferece atividades de saúde e qualidade de vida aos idosos?
O FATOS RO deixa espaço aberto à SEMUSA e à Prefeitura de Porto Velho para esclarecer os fundamentos da decisão e informar se as atividades poderão ser retomadas.

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