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Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026
Portugal: 5 candidatos para herdar a camisa 7 de Cristiano Ronaldo após aposentadoria do craque

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Portugal: 5 candidatos para herdar a camisa 7 de Cristiano Ronaldo após aposentadoria do craque

Portugal entra em uma nova era. Depois de 234 jogos, 146 gols e uma trajetória que atravessou mais de duas décadas, Cristiano Ronaldo encerrou sua carreira pela seleção e deixou vago um dos números mais simbólicos do futebol mundial. A camisa 7 foi utilizada pelo atacante durante 23 anos e acabou se tornando inseparável de …

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Portugal: 5 candidatos para herdar a camisa 7 de Cristiano Ronaldo após aposentadoria do craque

Portugal entra em uma nova era. Depois de 234 jogos, 146 gols e uma trajetória que atravessou mais de duas décadas, Cristiano Ronaldo encerrou sua carreira pela seleção e deixou vago um dos números mais simbólicos do futebol mundial.

A camisa 7 foi utilizada pelo atacante durante 23 anos e acabou se tornando inseparável de sua própria imagem. Agora, Portugal precisará decidir quem será o próximo a usá-la. Não necessariamente como um substituto de Cristiano Ronaldo, algo praticamente impossível em termos históricos, mas como o jogador disposto a carregar um número que continuará cercado de enorme expectativa.

Rafael Leão já vestiu a 7 quando Cristiano esteve ausente, mas há outros candidatos entre jogadores estabelecidos e jovens que podem se tornar protagonistas da próxima geração portuguesa.

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Os nomes prontos para assumir a camisa 7 de Portugal

Rafael leão recebe marcação de Christie em Portugal x EscóciaRafael leão recebe marcação de Christie em Portugal x Escócia (Foto: IMAGO IMages)

Rafael Leão

Entre os jogadores atuais, Rafael Leão parece o candidato mais natural. O atacante já utilizou a camisa 7 pela seleção na ausência de Cristiano e reúne características que normalmente são associadas ao número: velocidade, capacidade no um contra um e liberdade para partir do lado esquerdo em direção à área.

Aos 27 anos, Leão soma seis gols e oito assistências em 51 partidas por Portugal. Seu talento nunca esteve em dúvida, mas seu rendimento pela seleção ainda não atingiu regularmente o mesmo nível mostrado em clubes.

Assumir definitivamente a 7 significaria também assumir uma responsabilidade maior dentro do ataque português.

João Félix tem futuro incerto na Espanha, e pode trocar Atlético de Madri pelo futebol inglêsJoão Félix tem futuro incerto na Espanha, e pode trocar Atlético de Madri pelo futebol inglês. Foto: Icon Sport

João Félix

João Félix pertence à geração que durante anos dividiu o ataque da seleção com Cristiano. O jogador do Al-Nassr soma 21 participações em gols em 61 partidas por Portugal e continua sendo um dos atacantes tecnicamente mais talentosos disponíveis.

Seu estilo, porém, é bastante diferente. Félix funciona melhor circulando entre as linhas, aproximando-se dos meio-campistas e atacantes, do que preso a uma posição de ponta ou referência.

Sua trajetória irregular em clubes também reduziu um pouco o protagonismo que parecia destinado a assumir quando surgiu no Benfica. Ainda assim, experiência internacional e qualidade técnica o mantêm entre os candidatos.

Pedro Neto, do Chelsea (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)Pedro Neto, do Chelsea (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

Pedro Neto

Pedro Neto oferece outro tipo de perfil. O atacante do Chelsea é mais direto, utiliza a velocidade para atacar espaços e tem capacidade para avançar com a bola por grandes distâncias. Quando está saudável, representa uma das opções mais agressivas de Portugal pelos lados do campo.

Nesta temporada, chegou a ser utilizado até como ala, mas continua tendo impacto ofensivo e soma quatro participações em gols em nove partidas da Premier League.

Neto atualmente veste a camisa 18 pela seleção e talvez não tenha o mesmo peso simbólico de Leão ou Félix, mas possui características tradicionais de um camisa 7.

Quenda e Rodrigo Mora representam o futuro

Geovany Quenda, nova contratação do Chelsea, em ação pelo SportingGeovany Quenda, nova contratação do Chelsea, em ação pelo Sporting (Foto: Imago)

Geovany Quenda

Se Portugal preferir olhar para a próxima geração, Geovany Quenda surge como um dos nomes mais intrigantes. Assim como Cristiano Ronaldo, o jovem iniciou sua carreira profissional no Sporting antes de garantir uma transferência importante para o Chelsea.

O paralelo termina aí, mas ajuda a explicar por que Quenda desperta tanta expectativa. O ponta se destaca pela explosão, criatividade e coragem para enfrentar adversários no um contra um. Ainda no Sporting, já havia despertado o interesse de vários gigantes da Premier League.

Ainda sem estrear pela seleção principal, ele permanece como uma aposta de longo prazo. Aos poucos, porém, pode ganhar espaço em um ataque português que agora precisará construir novas referências.

Rodrigo Mora pela Roma. Foto: IMAGO / Giuseppe Maffia

Rodrigo Mora

Rodrigo Mora talvez seja o jogador mais diferente de Cristiano entre os cinco candidatos, mas também um dos talentos com maior potencial da nova geração.

Revelado pelo Porto, tornou-se profissional aos 15 anos e rapidamente chamou atenção pela maturidade técnica, visão de jogo e capacidade de encontrar espaços. Depois de ajudar o Porto a conquistar o Campeonato Português em 2026, transferiu-se para a Roma em agosto.

Aos 19 anos, Mora já foi convocado para a seleção principal e integrou o elenco campeão da Nations League de 2025, embora ainda não tenha estreado pelos adultos.

Seu perfil é mais próximo de um meia ofensivo do que de um ponta clássico, mas a camisa 7 não precisa necessariamente continuar associada ao mesmo tipo de jogador.

Isso não significa, porém, que Portugal precise escolher imediatamente um herdeiro definitivo. A camisa pode passar por diferentes jogadores até que alguém consiga transformá-la em parte de sua própria identidade.

Cristiano Ronaldo deixou o número vago. Sua despedida representa também o início de uma transição importante para a seleção portuguesa fora de campo. Fazer com que a 7 portuguesa volte a ser associada naturalmente a outro jogador provavelmente será um processo muito mais demorado.

FONTE/CRÉDITOS: Naim Beneddra
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