A realidade das ruas de Porto Velho começa a escancarar um problema que vai muito além do período chuvoso. Após o cancelamento de um contrato milionário para fornecimento de massa asfáltica, a cidade enfrenta dificuldades na manutenção das vias e a população já sente os efeitos no dia a dia.
O contrato envolvia a empresa Eixo Norte Engenharia e Construção Ltda. e foi anulado pela própria Prefeitura após uma série de denúncias e questionamentos sobre preços e forma de contratação. Com a decisão, o município ficou sem um dos principais insumos para recuperação das ruas.
Ruas deterioradas e serviço que não dura
Sem um contrato estruturado para fornecimento de massa asfáltica, o que se vê hoje em Porto Velho são intervenções paliativas e serviços que não resistem ao tempo.
Na Rua Pernambuco, no bairro 3 Marias, imagens recentes mostram um recapeamento que já apresenta desgaste visível, com falhas no acabamento e sinais de deterioração poucos dias após a execução.
Moradores relatam que a situação tem se repetido em diversos pontos da cidade, com buracos reaparecendo rapidamente e vias que continuam oferecendo risco.
Acidentes, prejuízos e trânsito prejudicado
A falta de manutenção adequada tem reflexo direto na vida da população.
Motoristas enfrentam prejuízos constantes com danos em veículos, motociclistas relatam aumento no risco de acidentes e a fluidez do trânsito é comprometida em várias regiões da capital.
Além disso, o problema também impacta a saúde pública, já que vias deterioradas dificultam o acesso e aumentam o tempo de deslocamento, inclusive em situações de emergência.
Discurso da campanha não se confirma na prática
Durante o período eleitoral, o prefeito Léo Moraes fez críticas aos recapeamentos realizados na gestão anterior, comandada por Hildon Chaves, especialmente nas principais avenidas da cidade.
Agora, sem conseguir avançar com um novo modelo de contratação e sem regularidade no fornecimento de asfalto, a gestão enfrenta um cenário oposto ao discurso apresentado durante a campanha.
Prefeitura culpa as chuvas, mas população cobra solução
A justificativa apresentada por integrantes da gestão municipal tem sido o período chuvoso, apontado como responsável pelo surgimento dos buracos.
No entanto, para muitos moradores, o problema está na falta de planejamento e na ausência de um contrato eficiente que garanta a manutenção contínua das vias.
Mão de obra sem material não resolve o problema
Recentemente, o prefeito anunciou a intenção de solicitar apoio da Secretaria de Estado da Justiça de Rondônia para utilização de mão de obra de apenados em serviços urbanos.
A medida gerou questionamentos entre a população.
Afinal, de que adianta ampliar a mão de obra se falta o principal, que é o insumo necessário para a execução do serviço?
População paga a conta
O resultado é uma cidade com ruas deterioradas, serviços que não duram e uma população que precisa lidar diariamente com buracos, prejuízos e insegurança.
O caso evidencia como decisões administrativas e contratuais impactam diretamente a vida de quem está nas ruas todos os dias.
Espaço aberto
O Fatos RO deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Porto Velho se manifeste sobre a situação e apresente esclarecimentos à população.


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