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Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026
Por que o PSG pode ter uma temporada mais difícil na França do que os últimos anos indicam

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Por que o PSG pode ter uma temporada mais difícil na França do que os últimos anos indicam

O Paris Saint-Germain começou a temporada com um cenário que seria difícil de imaginar há poucos meses: depois de cinco rodadas, o atual pentacampeão francês não aparece nem entre os cinco primeiros colocados da Ligue 1. O PSG soma oito pontos, ocupa a sexta posição e já viu Monaco, Lyon, Paris FC, Lille e Rennes …

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Por que o PSG pode ter uma temporada mais difícil na França do que os últimos anos indicam

O Paris Saint-Germain começou a temporada com um cenário que seria difícil de imaginar há poucos meses: depois de cinco rodadas, o atual pentacampeão francês não aparece nem entre os cinco primeiros colocados da Ligue 1. O PSG soma oito pontos, ocupa a sexta posição e já viu Monaco, Lyon, Paris FC, Lille e Rennes largarem na frente.

A diferença ainda é pequena e, considerando o tamanho do campeonato, está longe de representar uma ameaça definitiva ao domínio parisiense. Mas serve como primeiro sinal de que a caminhada rumo ao sexto título consecutivo pode ser menos tranquila do que as anteriores.

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O começo da campanha explica parte desse cenário. O PSG empatou com Rennes e Lille nas duas primeiras rodadas, perdeu em casa para o Monaco e só conseguiu sua primeira vitória no quarto compromisso, diante do Brest. Depois, bateu o Olympique Marseille fora de casa e interrompeu a sequência de tropeços.

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São resultados que ainda não permitem falar em crise, mas mostram uma equipe que começou a competição deixando pontos pelo caminho enquanto adversários em ascensão aproveitaram melhor as primeiras oportunidades.

O contexto também é importante. O PSG entra na temporada como campeão francês e europeu e, muito por isso, continua sendo o principal candidato ao título. A questão é que os últimos anos criaram uma sensação de inevitabilidade em torno da equipe de Luis Enrique.

Mesmo quando não fazia uma campanha perfeita, o Paris conseguia construir vantagem suficiente para administrar a reta final. Desta vez, porém, há sinais de que um grupo maior de adversários pode permanecer próximo por mais tempo.

Monaco de Filipe Luís abre caminho para uma disputa diferente

Filipe Luís, técnico do Monaco (Foto: Johnny Fidelin/Icon Sport)Filipe Luís, técnico do Monaco (Foto: Johnny Fidelin/Icon Sport)

O principal deles é o Monaco. Sob o comando de Filipe Luís, a equipe ainda não perdeu na Ligue 1 e lidera a competição com 13 pontos, quatro vitórias e um empate. Mais importante do que a posição na tabela é a maneira como o time começou a campanha: venceu Le Havre e Marseille nas duas primeiras rodadas e, depois, derrotou justamente o PSG (2 a 1) no Parque dos Príncipes.

O resultado colocou o clube do Principado como a primeira equipe a mostrar, em campo, que o campeão também pode ser pressionado. E o trabalho de Filipe acrescenta outro elemento à história: o Monaco tem mostrado capacidade para pressionar alto e recuperar a bola em zonas perigosas, enquanto os resultados dão sustentação à proposta neste início de trabalho.

Ainda é cedo para saber se o time terá fôlego para sustentar o ritmo até maio, mas o começo é suficientemente consistente para colocá-lo na frente da fila de candidatos a incomodar o PSG.

E não é só o Monaco. O Lyon aparece em segundo, com 11 pontos, e tem a melhor defesa do campeonato: sofreu somente dois gols nas cinco primeiras rodadas. A equipe também mostrou força ao golear o Rennes por 4 a 0, resultado que a levou à vice-liderança antes da pausa para Data Fifa.

Paris FC, Lille e Rennes também estão acima do atual campeão. Não significa que todos esses times estejam necessariamente preparados para disputar o título até o fim, mas o início mostra uma Ligue 1 menos concentrada no topo do que aquela à qual o PSG se acostumou.

Elenco mudou mais do que parece

Ferran Torres cumprimenta Dembélé durante jogo do PSGFerran Torres cumprimenta Dembélé durante jogo do PSG (Foto: Baptiste Fernandez/Icon Sport)

Existe ainda outro fator que ajuda a explicar por que esta temporada pode exigir mais do PSG: o elenco que Luis Enrique tem nas mãos não é exatamente o mesmo que terminou a última campanha. A transformação foi especialmente significativa no setor ofensivo.

Bradley Barcola, Gonçalo Ramos, Kang-in Lee e Ibrahim Mbaye deixaram o clube. Para ocupar esses espaços, o PSG contratou Ferran Torres, Maghnes Akliouche e Mika Godts, além de Lucas Digne para a lateral-esquerda. Não se trata simplesmente de trocar nomes. São jogadores com características diferentes, e isso muda as possibilidades de Luis Enrique para montar e alternar o ataque.

A saída de Barcola merece atenção especial. O francês havia se consolidado como uma opção importante para dar profundidade ao jogo parisiense, atacar espaços e acelerar as jogadas pelos lados. Ferran Torres pode oferecer versatilidade e também atuar aberto, enquanto Godts chega com outro perfil de velocidade e condução. Akliouche, por sua vez, oferece mais capacidade de associação e jogo entrelinhas.

O PSG ganhou alternativas, mas terá de descobrir como fazer essas peças reproduzirem, em conjunto, aquilo que o time precisava de quem saiu.

Gonçalo Ramos deixa uma questão diferente. Sua saída reduz a presença de um centroavante de origem em um elenco que já vinha apostando bastante em mobilidade e troca constante de posições. Luis Enrique tem jogadores capazes de ocupar diferentes zonas do ataque, mas isso não significa que todas as situações de jogo serão resolvidas da mesma maneira. Contra equipes fechadas, por exemplo, a presença e a ocupação da área podem assumir um peso maior.

A mudança não necessariamente enfraqueceu o PSG. O clube segue com Dembélé, Doué, Kvaratskhelia e outras opções de alto nível, além de um meio-campo consolidado. O ponto é outro: depois de conquistar a Europa com um grupo muito entrosado, o time começa uma nova temporada tendo de integrar peças e encontrar novas combinações.

PSG terá menos espaço para desperdiçar pontos

Luis Enrique durante jogo do PSGLuis Enrique durante jogo do PSG (Foto: Johnny Fidelin/Icon Sport)

É aqui que está um dos principais pontos da temporada. O PSG não precisa entrar em pânico por estar em sexto após cinco rodadas. Precisa, porém, entender que a distância para os concorrentes pode crescer rapidamente caso os tropeços continuem. Monaco já abriu cinco pontos, enquanto Lyon e Paris FC têm três de vantagem. Lille e Rennes também estão à frente do atual campeão.

E o calendário depois da Data Fifa não oferece muito espaço para recuperar terreno com tranquilidade. O PSG recebe o Le Mans antes de visitar o Manchester City pela Champions League. Na sequência, volta à Ligue 1 para enfrentar o Strasbourg fora de casa e, poucos dias depois, recebe o Barcelona pela competição europeia. O mês de outubro termina com outros compromissos importantes no campeonato francês: o Lyon, também em Paris, e o Le Havre, fora de seus domínios.

De um lado, há o desgaste provocado por duas partidas de alto nível, com uma viagem para a Inglaterra e um duro confronto contra o Barcelona, que vive começo de temporada arrasador. De outro, estão os jogos da Ligue 1 diante de Strasbourg e Lyon, nos quais o time não poderá simplesmente administrar esforços pensando no que vem pela frente.

Para uma equipe acostumada a abrir vantagem rapidamente no campeonato francês, a margem para escolher quais partidas priorizar é menor quando os concorrentes começam bem. O PSG precisará somar pontos enquanto administra uma agenda que exige respostas em frentes diferentes.

Por isso, a diferença em relação às temporadas anteriores pode estar menos na capacidade do Paris e mais no espaço que os concorrentes terão para puni-lo.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Calvano
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