Os policiais militares Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva serão julgados pelo Tribunal do Júri sob acusação de executarem Antonio Vinícius Gritzbach, em 8 de novembro de 2024, no Aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.
De acordo com a Justiça, a defesa dos réus poderá recorrer, e a data do julgamento será definida somente após o encerramento da fase de recursos.
Papel de cada acusado
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Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues são apontados como os executores do crime.
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Fernando Genauro da Silva é acusado de ser o motorista do Volkswagen Gol Preto que transportou os atiradores.
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Todos foram interrogados em julho, junto com outras testemunhas.
Mandantes e motivação
Segundo a força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a execução foi ordenada por Emílio Carlos Gongorra, o “Cigarreiro”, com auxílio de Diego Amaral, o “Didi”. O crime teria sido planejado como vingança pela morte de Anselmo Becheli Santa Fausta, o “Cara Preta”, e Antônio Corona Neto, o “Sem Sangue”, que Gritzbach seria responsável por matar.
Cigarreiro e Didi eram amigos pessoais de Cara Preta e parceiros de negócios. Didi chegou a estar em um carro com Cara Preta minutos antes do assassinato do parceiro, em 2022.
A delegada Luciana Peixoto, do DHPP, afirmou: “Temos provas técnicas de que eles são os mandantes do crime, incluindo extração de nuvem e mensagens, com diálogos indicando que a motivação seria vingança”.
Além do motivo de retaliação, Gritzbach também teria sido morto por delatar esquemas do PCC ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Todos os integrantes do trio indiciado tiveram prisão preventiva requerida pela polícia, e o caso segue em apuração judicial.

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