A investigação sobre a morte do médico encontrado dentro de uma sepultura em um cemitério de Porto Velho avançou e já tem um homem apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do crime. Os detalhes do trabalho investigativo foram apresentados nesta segunda-feira (10), durante uma coletiva de imprensa.
De acordo com os investigadores, a identificação do suspeito foi possível a partir do cruzamento de diferentes informações obtidas ao longo da apuração. Imagens de câmeras de segurança, movimentações financeiras e dados relacionados ao veículo utilizado pela vítima ajudaram a polícia a reconstruir parte dos acontecimentos.
Após o desaparecimento do médico, o cartão bancário dele teria sido utilizado pelo investigado em uma conveniência. O celular e outros objetos pessoais da vítima também teriam sido levados.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o deslocamento do veículo utilizado pelo médico. O automóvel, que pertence a um familiar da vítima, foi rastreado seguindo em direção a Guajará-Mirim, na região de fronteira com a Bolívia. A polícia investiga se o carro foi levado para o local com o objetivo de dificultar sua localização ou obter algum tipo de vantagem.
A apuração também revelou que o médico e o suspeito tiveram contato antes do crime. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o investigado tenha se aproximado da vítima e conquistado sua confiança antes de cometer o homicídio. A natureza dessa aproximação ainda está sendo investigada.
O suspeito já possui registros anteriores relacionados a crimes como furto, roubo e extorsão. Conforme informado pela polícia, em uma investigação anterior, ele teria sido preso após ser apontado como responsável por dopar uma médica durante um encontro e tentar extorquir familiares da vítima. Ele acabou sendo colocado em liberdade enquanto o processo seguia em andamento.
No homicídio investigado agora, os policiais afirmam ter identificado indícios de uma atuação criminosa mais grave. O corpo do médico apresentava uma lesão na região da cabeça, que é considerada, de forma preliminar, como possível causa da morte. A confirmação, no entanto, depende da conclusão dos exames periciais.
A Polícia Civil informou que parte das informações permanece sob sigilo para não comprometer o andamento das diligências. A investigação continua para esclarecer a motivação do assassinato, detalhar a dinâmica do crime e descobrir o destino dos objetos e demais bens pertencentes à vítima.

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