O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação “Labirinto de Bronze”, com o objetivo de cumprir mandados de prisão, busca e apreensão e medidas patrimoniais em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho.
A operação é resultado de um Procedimento Investigatório Criminal que apura a suposta atuação de uma milícia privada envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro, utilizando mecanismos de ocultação patrimonial por meio de terceiros e empresas para dissimular a origem de recursos considerados ilícitos.
Segundo as investigações, foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados, além do uso de uma empresa de terraplanagem para circulação de recursos e ocultação de patrimônio rural, veículos e rebanhos registrados em nome de terceiros.
As apurações também apontam que o grupo teria mantido suas atividades mesmo durante o período em que um dos principais investigados estava foragido da Justiça. Conforme o MPRO, ele possui histórico de crimes violentos e registros de fugas em operações anteriores.
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências, propriedades rurais e empresas ligadas aos investigados nos três municípios.
Além das buscas, a Justiça autorizou medidas patrimoniais que ultrapassam R$ 48 milhões, incluindo bloqueio de valores, restrições sobre veículos, sequestro de imóveis, indisponibilidade de cotas empresariais, apreensão de maquinários e restrições sobre um rebanho de 1.611 cabeças de gado bovino localizadas em propriedades rurais investigadas na região de Cujubim.
A operação contou com apoio de diversas forças de segurança e órgãos públicos, entre eles Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado de Justiça, Departamento de Estradas de Rodagem e a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado.
De acordo com o MPRO, o nome “Labirinto de Bronze” faz referência tanto ao histórico de fuga do principal investigado quanto à complexa estrutura de ocultação patrimonial identificada durante as investigações, caracterizada pelo uso de empresas, movimentações financeiras fracionadas e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos bens.
O Ministério Público reforçou que a operação integra ações de enfrentamento ao crime organizado, lavagem de dinheiro e recuperação de ativos ilícitos em Rondônia.

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