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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Obra de Hildon, placa de Léo: usurpação política escancarada em Porto Velho

Porto Velho

Obra de Hildon, placa de Léo: usurpação política escancarada em Porto Velho

Reforma do Centro de Especialidades Médicas Rafael Vaz e Silva começou em 2022 e foi entregue pela gestão de Hildon Chaves. Placa original foi arrancada e substituída por outra com nome de Léo Moraes. Vereador denuncia atraso de entregas para construção de narrativa política.

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Léo Moraes decidiu apagar a autoria de obras feitas por outros prefeitos para tentar reescrever sua própria narrativa política. Em vez de mostrar trabalho novo, Léo tem preferido trocar placas, regravar entregas antigas e encenar atos oficiais como se fossem feitos da sua gestão. O caso mais escancarado aconteceu no CEM Rafael Vaz e Silva, onde ele simplesmente mandou arrancar a placa original da obra feita por Hildon Chaves e instalou uma nova com seu nome, ignorando toda a história e o trabalho que foi feito antes de sua chegada à Prefeitura.

A reforma e ampliação do CEM começou em 2022, passou por 2023 e foi concluída em 2024 pela gestão do ex-prefeito Hildon Chaves. A entrega oficial aconteceu em dezembro de 2024, com a estrutura pronta aguardando apenas a chegada de equipamentos como centrais de ar condicionado e aparelho de raio-x.

Hildon dezembro 2024 / obra já concluída
Hildon dezembro 2024 / obra já concluída

 

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Esses equipamentos chegaram em 2025, já na gestão Léo. E foi nesse momento que a nova administração decidiu realizar um novo ato simbólico com vídeo institucional, presença de aliados e uma nova placa agora com os nomes do prefeito atual e seus secretários. A autoria da obra foi retirada da parede junto com a placa original.

Léo trocando a placa de obra que ele não fez
Léo trocando a placa de obra que ele não fez

 

Segundo o vereador dr Santana, que esteve presente na entrega oficial de 2024 enquanto ainda exercia o cargo de secretário adjunto, a atual gestão tem adotado uma prática frequente de atrasar entregas de equipamentos adquiridos anteriormente, com o objetivo de transformar ações herdadas em feitos políticos próprios. Ele não especificou se isso ocorreu no caso do Rafael Vaz e Silva, mas apontou o padrão como estratégia de marketing da atual gestão. Além de Dr Santana, no evento de 2024 com Hildon, estavam presentes também os vereadores Everaldo Fogaça e Elis Regina.

Hildon com santana, na época secretário geral adjunto
Hildon com santana, na época secretário geral adjunto

 

Além dessa, outra unidade que já teve a placa original substituída foi a UBS Manoel Amorim de Matos. Ambas foram reformadas e ampliadas ainda na gestão de Hildon Chaves e já estavam prontas no fim de 2024.

No evento promovido por Léo no dia 3 julho de 2025 para “entregar” o Rafael Vaz e Silva, Santana esteve presente. Segundo ele, o cerimonial o impediu de discursar porque sabiam que ele reconheceria o mérito da gestão anterior. Quando foi chamado por Léo para participar do descerramento da nova placa, recusou. A resposta do prefeito teria sido “então fique no sol mesmo”. E o vereador respondeu “fico sim, é no sol que está o povo”. Isso tudo, na frente de servidores e outras autoridades. 

A preocupação agora é com a rodoviária de Porto Velho. A obra também foi feita na gestão passada e está em funcionamento, faltando apenas a instalação dos equipamentos de climatização, que já foram adquiridos e desde janeiro o atual prefeito não deu ordem de serviço para a instalação. Resta saber se Léo pretende repetir o roteiro e trocar mais uma placa.

Conversamos com alguns juristas e eles apontam que ocultar a autoria real de obras públicas e tentar se apropriar de feitos administrativos de gestões anteriores pode violar os princípios da legalidade, publicidade, moralidade e impessoalidade. O Fatos RO encaminhará a documentação ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado solicitando apuração, pois está claro o uso indevido de patrimônio público para fins de marketing pessoal. 

Reescrever a história com placas novas e vídeos editados é uma prática que desrespeita a memória institucional da cidade. A população de Porto Velho merece verdade, não encenação.

 

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