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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026
MPRO denuncia indígena por feminicídio de enfermeira em aldeia de São Miguel do Guaporé

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MPRO denuncia indígena por feminicídio de enfermeira em aldeia de São Miguel do Guaporé

Gleicia Arikapu foi morta com um tiro no rosto dentro de casa; Ministério Público também denunciou outras duas pessoas por ajudarem a ocultar a arma utilizada no crime.

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) denunciou um indígena acusado de matar a enfermeira indígena Gleicia Arikapu, crime ocorrido na Aldeia Arikapu, localizada na zona rural de São Miguel do Guaporé. A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Nicoletti, também inclui outras duas pessoas apontadas como responsáveis por auxiliar o acusado após o homicídio.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Gleicia foi morta na tarde do dia 2 de maio de 2026 com um disparo de arma de fogo efetuado a curta distância. O tiro atingiu o rosto da vítima dentro da residência onde ela vivia com o acusado.

Conforme apurado, o casal mantinha união estável há cerca de um ano. A investigação aponta que a enfermeira desejava encerrar o relacionamento, situação que não era aceita pelo denunciado. O Ministério Público também relata que, entre janeiro e maio deste ano, o acusado teria ameaçado a vítima de morte utilizando uma faca, em um contexto de violência doméstica e familiar.

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Na denúncia, o MPRO sustenta a acusação de feminicídio qualificado. Entre as qualificadoras apontadas estão o motivo torpe, relacionado ao inconformismo com o término do relacionamento, e o fato de a vítima ter sido surpreendida pelo disparo, sem possibilidade de defesa. O crime também foi enquadrado como praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A denúncia destaca ainda que Gleicia deixou um filho de 16 anos, que foi a primeira pessoa a encontrá-la após o crime.

Além do acusado pelo feminicídio, o Ministério Público denunciou outros dois indígenas por supostamente terem auxiliado na ocultação da arma utilizada no homicídio. Segundo a investigação, após o crime, o autor procurou os dois homens na base da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), onde a arma teria sido recebida e posteriormente escondida em uma área de floresta para dificultar a ação da Justiça.

O acusado também responderá pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e ameaça contra a vítima. Já os outros dois denunciados são acusados de prestar auxílio ao autor após a prática do crime.

O MPRO ainda requereu à Justiça a fixação de uma indenização mínima em favor dos familiares de Gleicia Arikapu.

FONTE/CRÉDITOS: ADMIN USER
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