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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia

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Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia

O Brasil registrou cerca de 1,5 milhão de óbitos em 2024, um crescimento de 4,6% em relação a 2023, sendo o maior aumento em 20 anos, excetuando-se o período da pandemia de covid-19.

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O Brasil registrou um total de quase 1,5 milhão de mortes em 2024, conforme dados coletados em mais de 8 mil cartórios do país. Esse volume representa um crescimento de 4,6% na comparação com o ano de 2023. O aumento de 4,6% no período de 2023 para 2024 é o maior dos últimos 20 anos, desconsiderando os anos de emergência sanitária. O patamar de 2024, no entanto, ficou 0,6% abaixo do registrado em 2022, quando o país ainda sofria os efeitos da pandemia de covid-19.

 
 

Os dados fazem parte da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Crescimento impulsionado pelo envelhecimento

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A demógrafa Cintia Simoes Agostinho, analista da pesquisa, explica que o aumento no número de mortes é um comportamento esperado e está diretamente ligado ao crescimento e envelhecimento da população brasileira. A tendência é que o número de óbitos continue a crescer, uma vez que a população está envelhecendo.

A gerente da pesquisa, Klivia Brayner, complementa que o IBGE não detalha as causas de morte, mas lembra que as doenças circulatórias, como infarto e problemas do coração, costumam ser as maiores causadoras no Brasil. Ela chamou atenção para o aumento de 11,6% no número de mortes no Distrito Federal de 2023 para 2024, citando a possibilidade de um aumento nos óbitos por causas de dengue no período.

Mais mortes entre homens

O levantamento do IBGE aponta que, em 2024, nove de cada dez mortes (90,9%) aconteceram por causa natural. Cerca de 6,9% foram por causas não naturais, como assassinatos, suicídios e acidentes.

O estudo ainda revela uma sobremortalidade masculina: a cada 100 mortes de mulheres, morriam 120 homens. Essa diferença é ainda mais acentuada nas mortes por causas não naturais, que foram 4,7 vezes maiores entre homens (85,2 mil) do que entre mulheres (18 mil). Na faixa etária de 15 a 29 anos, a sobremortalidade masculina por causas não naturais foi 7,7 vezes maior que a feminina.

FONTE/CRÉDITOS: ADM 2
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