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Domingo, 31 de Maio de 2026
EXCLUSIVO: Meta 21 abre sem Alvará, com silêncio conveniente da gestão Léo Moraes

Porto Velho

EXCLUSIVO: Meta 21 abre sem Alvará, com silêncio conveniente da gestão Léo Moraes

Supermercado abriu as portas mesmo irregular, em evento prestigiado pela gestão municipal

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Porto Velho recebeu mais uma unidade do supermercado Meta 21, que inaugurou sua 4ª loja na capital. O novo ponto de venda representa mais empregos, renda e movimento econômico, uma iniciativa empresarial que merece reconhecimento e valorização, especialmente em tempos de tantos desafios para quem empreende.

 

No entanto, denúncias recebidas pelo Fatos RO revelam que a nova unidade começou a funcionar sem o devido alvará de funcionamento e sem licenciamento emitido pela Prefeitura de Porto Velho.

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Segundo as denúncias, os empresários responsáveis pela loja estiveram algumas vezes na Semfaz ao longo da última semana tentando resolver pendências documentais. Mesmo sem a regularização concluída, a loja abriu as portas e contou com a presença do prefeito Léo Moraes na inauguração, o que chamou a atenção.

 

O que causa ainda mais estranheza é que os proprietários do Meta 21 são amigos de longa data do prefeito. As redes sociais da empresária Margarete Coimbra deixam claro o vínculo político, com registros de apoio durante a campanha eleitoral e até mesmo sua presença no dia da posse de Léo Moraes como prefeito de Porto Velho. A participação do gestor municipal na inauguração do supermercado, mesmo ciente da situação irregular do empreendimento, reforça a percepção de favorecimento e tratamento diferenciado.

 

Documentos extraídos do sistema Empresa Fácil confirmam que o supermercado ainda se encontra com status de “Em Exigência” nos pedidos de alvará de localização, alvará sanitário e certificado dos Bombeiros. Além disso, consta no sistema que a empresa não havia iniciado formalmente o processo até pelo menos 21 de novembro de 2024, quando aparece o status “Aguardando Iniciar Processo” em um dos protocolos de inscrição municipal.

 

A ausência de avanço no processo se deu, segundo apurado, porque a própria empresa não respondeu ao questionário obrigatório que daria início à análise documental. Ou seja, parte da morosidade se deve a pendências do próprio interessado, o que desmonta eventuais argumentos de lentidão exclusiva por parte da prefeitura.

 

Importante destacar que, segundo técnicos da área, se o empreendedor apresentar todas as demais licenças exigidas, como a autorização sanitária, ambiental e dos Bombeiros, a emissão do alvará de funcionamento pela Semfaz costuma ocorrer em um prazo médio de 15 a 20 dias.

 

Ainda assim, a omissão da prefeitura e a conduta do prefeito reforçam um cenário de desigualdade entre os empreendedores locais. Enquanto muitos enfrentam exigências rigorosas, outros parecem operar com respaldo político e institucional, mesmo em desacordo com a legislação.

 

O Fatos RO reforça que esta matéria não é um ataque ao investimento ou à geração de empregos, que devem ser sempre incentivados. A cobrança é por isonomia, respeito às normas e transparência no trato com o setor produtivo. Nenhum gestor deve usar a máquina pública para favorecer aliados, ignorando a legalidade e o princípio da igualdade.

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Fatos RO

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