Portal de Notícias - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Linha do tempo explica a escalada dos protestos no Irã; entenda

Geral

Linha do tempo explica a escalada dos protestos no Irã; entenda

Pelo menos 544 pessoas foram mortas até o momento e cerca de 10.681 foram presas

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Irã entra na terceira semana de protestos espalhados pelo país nesta segunda-feira (12), o número de mortos em decorrência das manifestações também aumentou drasticamente.

Pelo menos 544 pessoas foram mortas até o momento, e cerca de 10.681 foram presas, segundo a organização de direitos humanos americana HRANA (Human Rights Activist News Agency).

Os protestos começaram em Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime teocrático.

Publicidade

Leia Também:

  • Irã x EUA: Saiba o que pode ser discutido em uma negociação ente os países

    Irã x EUA: Saiba o que pode ser discutido em uma negociação ente os países

  • Protestos no Irã: Conheça os paramilitares Basij que reprimem manifestantes

    Protestos no Irã: Conheça os paramilitares Basij que reprimem manifestantes

  • Análise: Regime do Irã tenta sobreviver com aumento da repressão

    Análise: Regime do Irã tenta sobreviver com aumento da repressão

As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas na quinta-feira (8) — a maior noite de manifestações nacionais até agora – deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se as forças de segurança responderem com força. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, pediu a Trump que “foque em seu próprio país” e culpou os EUA por incitarem os protestos.

Entenda a escalada dos protestos no Irã ao longo das semanas

28 de dezembro

Lojistas e comerciantes de bazares começam a sair às ruas, entoando slogans contra o regime devido à sua incapacidade de pagar o aluguel após a moeda do país — o rial — atingir mínimas históricas.

31 de dezembro

Um membro da força paramilitar Basij do Irã foi morto e outros 13 ficaram feridos quando protestos se tornaram violentos na cidade de Kuhdasht, no oeste de país, segundo a mídia estatal. Esta é a primeira morte conhecida relacionada aos protestos.

1º de janeiro

Pelo menos cinco pessoas morreram em dois confrontos distintos com a polícia em diferentes províncias. Outras três das mortes ocorreram quando manifestantes invadiram uma delegacia na cidade de Azna, na província de Lorestan, no oeste do Irã, segundo a agência de notícias estatal Fars.

2 de janeiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alerta que seu país intervirá se os manifestantes continuarem sendo mortos. O chefe de segurança nacional do Irã, Ali Larijani, diz a Trump na rede social X que a interferência dos americana causaria “perturbação em toda a região e a destruição dos interesses americanos”.

4 de janeiro

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declara apoio aos manifestantes. No mesmo dia, forças de segurança iranianas invadem um hospital em Ilam, oeste do país, onde prendem manifestantes feridos, uma tática comum do aparato de segurança.

Análise: Aparato repressivo do regime do Irã perdeu controle sobre protestos | CNN PRIME TIME Análise: Aparato repressivo do regime do Irã perdeu controle sobre protestos | CNN PRIME TIME

8 de janeiro

O príncipe herdeiro iraniano exilado, Reza Pahlavi, convoca os iranianos a “saírem às ruas e, como uma frente unida, gritarem suas reivindicações”. Imagens verificadas pela CNN mostram protestos em massa por todo o país.

As autoridades cortam o acesso à internet e as linhas telefônicas imediatamente após o início dos protestos.

9 de janeiro

As autoridades reprimem violentamente a dissidência enquanto os manifestantes continuam a marchar. Testemunhas relatam ter visto forças de segurança com armas militares atirando contra as pessoas, com cenas em hospitais descritas como “completamente caóticas”.

11 de janeiro

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, culpa os protestos em curso no país a “terroristas” ligados ao exterior, que, segundo ele, incendiaram bazares, mesquitas e locais culturais.

O número de mortos nos protestos aumenta rapidamente, com centenas de óbitos relatados por grupos de direitos humanos.

 

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!