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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Janja defende controle estilo China nas redes sociais: “Tem que ter prisão!”

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Janja defende controle estilo China nas redes sociais: “Tem que ter prisão!”

Primeira-dama entra de cabeça no debate sobre regulação digital e causa polêmica ao elogiar modelo de censura adotado pelo regime chinês

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A regulação das redes sociais voltou com força ao centro do debate político brasileiro — e agora com uma defensora de peso: a primeira-dama Janja da Silva. Nos últimos dias, ela se posicionou publicamente a favor de um modelo mais rígido de controle digital, inclusive elogiando práticas adotadas pela China, país que mantém um dos sistemas de censura mais severos do planeta.

Durante um jantar diplomático com o presidente chinês Xi Jinping, ocorrido há cerca de duas semanas, Janja cometeu uma gafe internacional ao criticar o TikTok — plataforma originária da China —, afirmando que seu algoritmo estaria impulsionando conteúdos da direita no Brasil.

Na sequência, Janja concedeu uma entrevista à Folha de S. Paulo e aprofundou suas ideias, chegando a elogiar abertamente o controle estatal chinês sobre a comunicação digital. “Tem toda uma regulamentação e, se não seguir a regra, tem prisão”, afirmou. “Não é uma questão de liberdade de expressão. Estamos falando de vida, de crianças e adolescentes”, justificou.

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As declarações repercutiram de forma intensa no meio político. Parlamentares da oposição ao governo Lula interpretaram os comentários como um sinal claro de simpatia por modelos autoritários e uma ameaça à liberdade de expressão no Brasil. Segundo os críticos, a proposta de regulação pode levar à autocensura, dificultar o debate público e blindar o governo de críticas legítimas.

Especialistas alertam para os riscos de importar modelos como o chinês. “Na China, há liberdade econômica, mas nenhuma liberdade política real. Ir contra o regime pode significar ser enviado para campos de ‘reeducação’, que na verdade são prisões”, explica Luís Alexandre Carta Winter, professor de Direito da PUC-PR.

O debate promete esquentar ainda mais, à medida que o governo tenta emplacar propostas de regulação no Congresso, enfrentando resistência da oposição e de setores da sociedade civil.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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