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Terça-feira, 21 de Julho de 2026
Incêndio atinge cooperativa de catadores e provoca prejuízos em Porto Velho

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Incêndio atinge cooperativa de catadores e provoca prejuízos em Porto Velho

Fogo destruiu toneladas de materiais recicláveis na Catanorte, mobilizou Bombeiros, Energisa e Semusb e deixou trabalhadores preocupados com a perda da principal fonte de renda.

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Um incêndio de grandes proporções atingiu, na tarde desta terça-feira (21), a área da Cooperativa Rondoniense de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Catanorte), em Porto Velho. O fogo começou por volta do meio-dia e rapidamente se espalhou por uma extensa área onde estavam armazenados materiais separados para reciclagem.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e trabalhou no combate às chamas para impedir que o incêndio alcançasse outras áreas da cooperativa. Apesar da dimensão do fogo, não houve registro de mortes ou pessoas feridas.

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Equipes da Energisa também estiveram no local devido aos danos provocados na rede elétrica. Com o avanço das chamas, fios energizados acabaram caindo no solo, aumentando os riscos durante a ocorrência.

A Secretaria Municipal de Saneamento e Serviços Básicos (Semusb) prestou apoio com máquinas para ajudar na contenção do incêndio, reduzir os danos e impedir que o fogo continuasse avançando pela área.

Toneladas de material foram atingidas

Em entrevista à equipe do News Rondônia, o presidente da Catanorte, Toni dos Santos, afirmou que as condições climáticas desta época do ano favorecem a propagação rápida de incêndios.

Imagens: Fabiano Coutinho @newsrondonia

Segundo ele, a vegetação seca e as altas temperaturas fazem com que qualquer fagulha possa dar início a um incêndio de grandes proporções. Tones explicou ainda que a cooperativa precisa de uma estrutura mínima de prevenção para enfrentar situações semelhantes.

“É necessário ter o mínimo. Um poço artesiano, água disponível e um setor onde seja possível agir rapidamente para apagar um princípio de incêndio”, afirmou.

Imagens: Fabiano Coutinho @newsrondonia

De acordo com o presidente, entre 40 e 50 toneladas de resíduos que já estavam pré-selecionados e preparados para seguir para as próximas etapas do processo de reciclagem foram afetadas.

Apesar do grande prejuízo, parte do material conseguiu ser salva durante o combate às chamas.

“Graças a Deus tivemos apenas prejuízos materiais. Parte da produção foi atingida, mas conseguimos salvar uma quantidade importante”, relatou.

Cooperativa gera renda para dezenas de pessoas

Atualmente, cerca de 14 cooperados trabalham diretamente na Catanorte. Outros aproximadamente 20 trabalhadores, incluindo catadores ligados a outras associações, também dependem de atividades desenvolvidas no local.

O incêndio, portanto, não atingiu apenas a estrutura física e os materiais armazenados. Para muitas famílias, a perda representa uma ameaça direta à renda e ao sustento.

Segundo Toni, a cooperativa recebe apoio do poder público em algumas situações, embora ainda enfrente dificuldades estruturais.

“A prefeitura é parceira em algumas situações e vem ajudando a cooperativa e os catadores de Porto Velho a amenizar problemas que podem acontecer com instituições como a nossa”, declarou.

Trabalhadoras fazem apelo por ajuda

Ainda no local do incêndio, a equipe do News Rondônia conversou com trabalhadoras da cooperativa que acompanharam de perto a destruição causada pelas chamas.

Elas relataram a preocupação com o futuro das famílias, já que boa parte da renda obtida mensalmente depende diretamente da coleta e da comercialização dos materiais recicláveis.

“No momento, a gente perdeu tudo. A gente não sabe como vai ficar agora, com filho em casa e criança no colégio”, relatou uma das trabalhadoras.

Outra catadora fez um apelo para que representantes do poder público visitem a cooperativa e conheçam de perto a situação enfrentada pelos trabalhadores.

“A gente espera ajuda do prefeito também, que ele possa vir aqui olhar a realidade e o que aconteceu com a gente. Somos catadoras, mas somos seres humanos. Tem muita gente que critica o nosso serviço, mas, se não fosse o nosso trabalho, seria pior”, afirmou.

Ela destacou ainda a importância social e ambiental do trabalho realizado diariamente pelos catadores.

“Nós queremos que as autoridades venham aqui, escutem a gente de perto e vejam a nossa realidade. Está difícil”, completou.

Entre os trabalhadores da cooperativa estão pelo menos seis mulheres, muitas delas mães de crianças que dependem diretamente da renda obtida com a reciclagem.

“Todos nós temos filhos pequenos que dependem do nosso serviço. Agora, com o material queimado, fica muito difícil. Graças a Deus ninguém se machucou, mas perdemos muita coisa”, disse uma das catadoras.

Prejuízo vai além dos danos materiais

As chamas não destruíram completamente o prédio principal da cooperativa, que foi preservado graças ao trabalho dos próprios cooperados e à atuação das equipes de emergência.

O maior impacto, no entanto, ficou concentrado na grande quantidade de materiais recicláveis atingidos pelo fogo.

Para quem trabalha diariamente sob sol e chuva recolhendo, separando e preparando resíduos para reciclagem, cada quilo perdido representa menos dinheiro no orçamento familiar.

Embora o incêndio não tenha deixado vítimas, os prejuízos deverão ser sentidos por dezenas de trabalhadores e suas famílias, que agora aguardam apoio para reconstruir o que foi perdido e retomar normalmente as atividades na Catanorte.

FONTE/CRÉDITOS: ADMIN USER
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