Leonardo Bonucci foi um dos principais zagueiros da última década. Ao lado de Giorgio Chiellini, formou uma defesa temida na Europa pela Juventus, onde conquistou oito títulos da Serie A e foi duas vezes vice-campeão da Champions League. O estilo de jogo do ex-defensor também foi uma mudança do estereótipo do italiano.
Ele não ostentava apenas a consistência defensiva absoluta, era também um construtor, com grande capacidade de passes que quebravam linhas adversárias e lançamentos. Hoje auxiliar técnico de Roberto Mancini na seleção italiana, ele se vê como alguém que transformou a visão sobre o zagueiro na Itália, graças à sua formação como meia na base.
— Gosto de ver que os defensores de hoje tentam construir o jogo. De certa forma, me sinto um pioneiro. O fato de eu ter atuado como meio-campista nas categorias de base me ajudou muito, enquanto hoje há vários zagueiros com esse tipo de característica — contou em um evento na sede do VAR da Serie A.
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Bonnucci vê Alessandro Bastoni, zagueiro canhoto da Internazionale, como quem “mais se parece” com ele. Os dois, inclusive, chegaram a jogar juntos pela Itália. O auxiliar da Azzurra tem trabalhado com o defensor de 27 anos e deu apoio ao jogador depois de ele ter sido expulso na repescagem para a Copa do Mundo de 2026, eliminação da seleção italiana que a deixou de fora de mais um Mundial e tem causado perseguição a Bastoni nos estádios do país.
— Ele passou por um momento complicado. Expliquei a ele que, em determinadas situações, é importante estabelecer novos objetivos e não ficar pensando no que acontece ao seu redor. Ale cresceu muito em termos de liderança e comunicação e voltou a ser protagonista nessa nova fase com Mancini.
Bonucci sonha com carreira como técnico principal
Assim que se aposentou dos gramados no meio de 2024, quando defendia o Fenerbahçe, Bonucci ingressou na carreira em comissões técnicas. Primeiro, a partir de outubro daquele ano, ingressou como auxiliar de Bernardo Corradi na seleção italiana sub-20. No meio de 2025, passou a integrar a equipe de Gennaro Gattuso, trabalhou com o interino Silvio Baldini e continuou com a chegada de Mancini.
Enquanto isso, ele foi avançando nas licenças de treinador da Uefa e atualmente está na reta final para conseguir a etapa final, “Pro”, que lhe permite treinar as equipes da elite do futebol nas maiores competições. Anteriormente, ele revelou que Antonio Conte criou esse desejo de trabalhar à beira do campo.
Seu sonho, obviamente, é treinar a Juve algum dia, equipe que defendeu por 12 temporadas, além de seu país. Bonucci já deu uma pista do que pensa para o futebol, em uma declaração que aponta um técnico que planeja se adaptar aos contextos.
— Aos 30 anos, percebi que gostaria de ser treinador. Um dia, quero comandar a Juventus e, quem sabe, também a seleção italiana. Serei um treinador que privilegia o jogo, mas, quando necessário, também saberei priorizar os resultados — disse.

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