O escritório de advocacia de Nelson Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões em operações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entre os anos de 2019 e 2024. Parte dessas movimentações aparece em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) enviados à Polícia Federal, no contexto da Operação Sem Desconto — ação deflagrada em abril para investigar irregularidades nos descontos aplicados a aposentados do INSS, conforme revelou o portal Metrópoles.
A investigação envolve o empresário Maurício Camisotti, suas empresas e entidades associadas, suspeitos de fraudar a filiação de aposentados para obtenção indevida de valores. De acordo com relatório do Coaf, Nelson Wilians realizou pagamentos que somam R$ 15,5 milhões a Camisotti, apontado como possível “beneficiário final” do esquema.
Apesar das ligações financeiras, o advogado não é investigado oficialmente na Operação Sem Desconto.
Em nota enviada ao Metrópoles, a assessoria de Nelson Wilians classificou como "indevido e possivelmente ilegal" o vazamento de informações protegidas por sigilo bancário, e declarou que os valores movimentados são compatíveis com a estrutura e a atuação do escritório.
O Nelson Wilians Advogados também afirmou não ser alvo de qualquer investigação e declarou que não recebeu notificações de autoridades. Segundo a nota, as transações têm natureza privada, são legítimas e não têm relação com crimes ou fraudes.

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