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Quarta-feira, 10 de Junho de 2026
El Niño pode prolongar período de seca em Porto Velho

Geral

El Niño pode prolongar período de seca em Porto Velho

Monitoramento climático aponta possibilidade de seca mais prolongada e exige atenção da população

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O calor mais intenso, a redução das chuvas, a baixa umidade do ar e o aumento do risco de queimadas são situações que podem fazer parte da rotina dos moradores de Porto Velho nos próximos meses. A causa está em um fenômeno climático natural conhecido como El Niño, que tem sido acompanhado por instituições meteorológicas e ambientais em todo o mundo.

Embora o nome seja bastante conhecido, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como esse fenômeno funciona e de que forma ele pode influenciar a vida na Amazônia. O El Niño ocorre quando há um aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e provoca mudanças no comportamento do clima em diversas regiões do planeta.

Para o prefeito Léo Moraes, o acompanhamento antecipado dos cenários climáticos é fundamental para reduzir os impactos da estiagem no município. “Estamos trabalhando de forma preventiva, acompanhando os estudos e fortalecendo as ações que ajudam a proteger a população. A estiagem afeta diretamente a saúde, o meio ambiente, a mobilidade das comunidades ribeirinhas e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, nossa orientação é unir esforços entre o poder público e a população para enfrentar esse período com responsabilidade e preparação”. 

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Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), Arthur Borin, os estudos divulgados por órgãos especializados indicam a possibilidade de um evento climático mais intenso nos próximos meses. “Esse fenômeno já foi registrado em outros períodos, como em 1982, 1983, 1997, 1998 e também entre 2015 e 2016. O El Niño é provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e influencia diretamente a região amazônica, aumentando os períodos de seca e estiagem. Neste ano existe uma previsão de que os efeitos possam se prolongar por mais tempo, chegando até o início de 2027”.

A Defesa Civil Municipal reforça que o El Niño é um fenômeno natural e ocorre independentemente de ações locais. Seus efeitos são observados em diferentes partes do planeta e fazem parte dos ciclos climáticos que influenciam o comportamento das chuvas, das temperaturas e da umidade do ar.

De acordo com o superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Marcos Berti, os avanços da ciência e da tecnologia permitem que esses cenários sejam identificados com antecedência, possibilitando a adoção de medidas preventivas antes do agravamento das condições climáticas. “Em algumas regiões ele provoca excesso de chuva, enquanto em outras, como a Amazônia, aumenta a estiagem. Hoje temos monitoramento científico e tecnológico que permite acompanhar essas mudanças e prever cenários com antecedência, o que nos ajuda a planejar ações preventivas para proteger a população”.

Além do calor acima da média, os reflexos do fenômeno podem incluir a redução do nível dos rios, dificuldades de navegação, aumento da fumaça e crescimento dos focos de queimadas, fatores que afetam diretamente a qualidade de vida da população e exigem atenção dos órgãos públicos.

Por isso, a Prefeitura de Porto Velho já mantém uma série de ações voltadas para prevenção e conscientização. A Sema atua no fortalecimento da educação ambiental, nas orientações à população, na fiscalização de terrenos urbanos e em campanhas voltadas à prevenção de queimadas.

“A Secretaria tem trabalhado na conscientização ambiental, na notificação de áreas com risco de queimadas urbanas e também no apoio às comunidades que sofrem os impactos da estiagem. O nível do rio Madeira já apresenta redução e sabemos que a navegabilidade pode ser afetada. Por isso estamos atuando desde agora para minimizar os impactos e garantir mais qualidade de vida aos moradores”, afirmou Arthur Borin.

Paralelamente, a Defesa Civil mantém o acompanhamento constante dos indicadores climáticos, das áreas mais vulneráveis e das projeções para os próximos meses. O objetivo é antecipar medidas que permitam respostas mais rápidas caso os efeitos do fenômeno se intensifiquem.

“Quando falamos em estiagem severa na Amazônia, falamos também em fumaça, queimadas e impactos na saúde da população. Esses fatores afetam toda a dinâmica do município, tanto na zona urbana quanto nas comunidades rurais e ribeirinhas. Por isso, estamos trabalhando de forma integrada com diversas instituições e secretarias, planejando ações de prevenção, mitigação e resposta. A orientação é sempre estar preparado para o pior cenário, trabalhando para alcançar o melhor resultado possível para a população”, ressaltou Marcos Berti.

FONTE/CRÉDITOS: Raíssa Andreza
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