Portal de Notícias - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Sabado, 24 de Outubro de 2026
Do caos ao controle: como Arteta mudou Arsenal depois de duas frustrações

Geral

Do caos ao controle: como Arteta mudou Arsenal depois de duas frustrações

O Arsenal que venceu o Everton neste sábado (24), por X a X, não era mais aquele time que buscava transformar cada partida em uma avalanche ofensiva. Mikel Arteta mudou a maneira como sua equipe administra os jogos, e uma palavra ajuda a resumir essa transformação: controle. A mudança também trouxe uma acusação que seria …

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
Do caos ao controle: como Arteta mudou Arsenal depois de duas frustrações

O Arsenal que venceu o Everton neste sábado (24), por X a X, não era mais aquele time que buscava transformar cada partida em uma avalanche ofensiva. Mikel Arteta mudou a maneira como sua equipe administra os jogos, e uma palavra ajuda a resumir essa transformação: controle.

A mudança também trouxe uma acusação que seria difícil imaginar em outros momentos do trabalho do espanhol. O atual campeão inglês passou a ser chamado de “chato” por um futebol mais paciente, menos acelerado e, em determinados momentos, até previsível. Mas existe uma lógica por trás dessa escolha.

Arteta já comandou versões do Arsenal que marcavam mais, atacavam com maior agressividade e estabeleciam números ofensivos impressionantes. O problema é que elas não conquistaram a Premier League. Depois de duas grandes frustrações, o treinador parece ter chegado à conclusão de que dominar uma temporada exige mais do que simplesmente dominar o placar.

Publicidade

Leia Também:

.nsnbn{max-width:800px;width:100%;display:flex;align-items:center;gap:18px;padding:16px 18px;border:2px solid #fff;border-radius:16px;text-decoration:none;font-family:Arial,sans-serif;overflow:hidden;box-shadow:0 6px 18px rgba(0,0,0,.12);transition:all .2s ease;margin:16px auto;box-sizing:border-box} .nsnbn:hover{transform:translateY(-2px);box-shadow:0 10px 24px rgba(0,0,0,.18)} .nsnbn-image{flex-shrink:0;width:170px;height:95px;border-radius:12px;overflow:hidden;border:2px solid rgba(255,255,255,.35)} .nsnbn-image img{width:100% !important;height:100% !important;object-fit:cover;display:block;max-width:none !important} .nsnbn-content{flex:1;color:#fff;min-width:0} .nsnbn-badge{display:inline-block;background:#fff;font-size:11px;font-weight:700;text-transform:uppercase;letter-spacing:.3px;padding:5px 9px;border-radius:999px;margin-bottom:8px} .nsnbn-content h3{margin:0 0 6px !important;font-size:23px !important;line-height:1.1 !important;font-weight:800 !important;color:#fff !important} .nsnbn-content p{margin:0 !important;color:rgba(255,255,255,.92) !important;font-size:14px !important;line-height:1.4 !important} .nsnbn-button{flex-shrink:0;background:#fff;font-size:14px;font-weight:700;padding:11px 16px;border-radius:9px;white-space:nowrap;transition:all .2s ease} .nsnbn:hover .nsnbn-button{background:#f3f3f3} @media (max-width:700px){.nsnbn{flex-direction:column;align-items:flex-start}.nsnbn-image{width:100%;height:180px}.nsnbn-content h3{font-size:20px !important}.nsnbn-button{margin-top:10px}}
‘Isso vale para todos os meias’: O recado de Arteta para Bruno Guimarães e companhia no Arsenal

‘Isso vale para todos os meias’: O recado de Arteta para Bruno Guimarães e companhia no Arsenal

Leia →

As frustrações que ajudaram Arteta a mudar

As temporadas 2022/23 e 2023/24 mostraram um Arsenal capaz de sufocar adversários e produzir muitos gols. A equipe chegou a estabelecer marcas ofensivas do clube na Premier League, mas terminou ambas sem levantar o campeonato.

Segundo a análise da “Sports Mole”, essas experiências deixaram marcas na evolução do projeto de Arteta. O Arsenal já contava com nomes como Gabriel Magalhães, William Saliba e Ben White na defesa, mas ainda aceitava partidas mais abertas e momentos de desorganização. Quando a posse era perdida, havia maior espaço para o adversário atacar.

Mikel Arteta, técnico do ArsenalMikel Arteta, técnico do Arsenal (Foto: PA Images / Icon Sport)

A transformação começou a ficar mais evidente em 2024/25. A prioridade deixou de ser apenas produzir volume ofensivo e passou a incluir uma preocupação quase permanente com o que aconteceria se a jogada desse errado. Era a transição do caos para o controle.

Naquela primeira temporada de mudança, o resultado coletivo ainda não apareceu como Arteta desejava. O Arsenal perdeu terreno para o Liverpool de Arne Slot na disputa pelo título. Mas a base da equipe também estava amadurecendo.

Jogadores que alguns anos antes estavam no início ou no meio dos 20 anos chegaram a uma fase de maior experiência. A familiaridade com o sistema permitiu que o Arsenal controlasse partidas de uma forma que antes nem sempre conseguia.

Por que o novo Arsenal pode parecer mais ‘chato’

Um dos símbolos dessa transformação aparece na própria circulação da bola. Em determinados momentos, o Arsenal forma uma espécie de ferradura ao redor do bloco adversário, trocando passes de um lado para o outro sem buscar imediatamente a jogada vertical.

Visualmente, não é o futebol mais empolgante. A intenção, porém, é desgastar o adversário, fazê-lo correr sem a bola e esperar a abertura que permita acelerar. Às vezes, a solução aparece em uma jogada individual. Em outras, em um desvio, numa bola parada ou simplesmente depois de tantos minutos de pressão territorial que o rival perde concentração.

Foi o que a equipe mostrou em diferentes momentos recentes. Mesmo sem construir goleadas com a frequência de outras versões do time, o Arsenal marcou pelo menos dois gols em cinco de seus últimos sete jogos em todas as competições.

Declan Rice e Bruno Guimarães com a taça da Community ShieldDeclan Rice e Bruno Guimarães com a taça da Community Shield (Foto: IMAGO / Sports Press Photo)

Há ainda um segundo benefício: quanto mais tempo o Arsenal permanece com a bola, menos precisa defender. E quando perde a posse, o adversário ainda precisa superar uma estrutura protegida por uma defesa consolidada e por David Raya no gol.

Essa segurança ajuda a explicar por que Arteta parece disposto a aceitar o rótulo de futebol pouco empolgante. Se a escolha estiver entre uma partida caótica com muitas oportunidades para ambos os lados e outra em que o Arsenal concede quase nada, o treinador hoje tende claramente para a segunda opção.

Rice e Bruno Guimarães mostram que equilíbrio ainda não está pronto

Isso não significa que o modelo atual esteja livre de problemas. A própria composição do meio-campo levanta uma questão importante. Declan Rice e Bruno Guimarães possuem enorme qualidade com a bola, mas ambos também gostam de avançar e participar das jogadas perto da área.

Contra o Bayern de Munique, Rice teve grande atuação, mas Bruno ficou exposto em alguns momentos quando o adversário conseguiu escapar da primeira pressão e acelerar.

O problema não está necessariamente na qualidade individual da dupla. Os dois já participaram diretamente de gols um do outro nesta temporada. A questão é encontrar uma configuração que preserve a nova obsessão de Arteta pelo controle.

Myles Lewis-Skelly aparece como uma possibilidade justamente por oferecer características diferentes. Ele consegue avançar, mas tem maior predisposição para permanecer atrás da jogada, disputar bolas, sofrer faltas e proteger o espaço deixado pelos companheiros.

Bruno Guimarães pelo Arsenal (Foto: IMAGO / DeFodi Images)

Uma alternativa seria utilizá-lo como peça de equilíbrio e administrar os minutos de Rice ou Bruno conforme o adversário. Isso reduziria a possibilidade de os dois meio-campistas atacarem simultaneamente e deixarem espaço para transições.

Para o duelo contra o Everton, a análise da “Sports Mole” também aponta possíveis mudanças com Viktor Gyökeres, Lewis-Skelly e Ben White entrando no time, enquanto as ausências e a necessidade de administrar o elenco podem oferecer novas pistas sobre as escolhas de Arteta. O treinador já havia utilizado Lewis-Skelly em uma função mais controladora no meio-campo na vitória sobre o Manchester City pela Community Shield.

Mas a questão central vai além de uma escalação. O Arsenal já provou que consegue produzir um futebol mais agressivo e marcar muitos gols. O que Arteta parece ter aprendido após as frustrações anteriores é que uma campanha de título também passa por reduzir o número de situações em que uma partida escapa do seu controle.

O resultado é um time menos caótico e, em alguns momentos, menos divertido de assistir. Para um Arsenal que já experimentou o espetáculo sem terminar campeão, porém, controlar pode ter se tornado mais importante do que encantar.

FONTE/CRÉDITOS: Naim Beneddra
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!