O atual ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), participou de uma reunião reservada com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, logo no início do governo Lula, em 12 de janeiro de 2023.
Também estavam presentes três ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — André Fidelis (Benefícios), Alexandre Guimarães (Governança) e o então procurador-geral Virgílio Oliveira Filho — todos suspeitos de receber propina para favorecer entidades envolvidas em descontos ilegais aplicados sobre benefícios de aposentados, esquema revelado pelo Metrópoles.
Naquela data, Wolney ainda era deputado federal e havia sido indicado para assumir, no mês seguinte, a Secretaria Executiva da pasta, tornando-se o número 2 do ministro Carlos Lupi (PDT). Lupi deixou o cargo em maio de 2024, após a Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que desmantelou o esquema avaliado em R$ 6,3 bilhões desde 2019.
O encontro, não registrado em agendas oficiais, foi organizado por Virgílio Oliveira Filho, segundo nota enviada pelo ministro ao Metrópoles. De acordo com Wolney, o objetivo seria oferecer um panorama técnico da Previdência ao futuro secretário executivo, e a escolha dos participantes teria sido feita sem sua anuência prévia.

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