Em menos de um ano no poder, Ahmed al-Sharaa alcançou um feito inédito na Síria em quase seis décadas: discursar no púlpito da Assembleia Geral da ONU, nos Estados Unidos, consolidando sua liderança perante a comunidade internacional.
Durante o discurso, grande parte do tempo foi dedicada a ressaltar as mudanças políticas no país após a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Al-Sharaa afirmou que o povo sírio sofreu “injustiça, opressão e privação” sob o governo da família Assad, que dominou a Síria por mais de 50 anos.
O presidente também retomou promessas feitas ao assumir o poder durante a ofensiva de grupos insurgentes liderados pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), destacando um futuro diferente das dificuldades enfrentadas pela população nos últimos anos.
Além do discurso, al-Sharaa aproveitou a estada em Nova York para realizar reuniões bilaterais com líderes internacionais. Segundo levantamento, o presidente sírio se encontrou com 14 autoridades durante a Assembleia Geral. Entre elas, destacam-se encontros com o chanceler dos EUA, Marco Rubio, a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, e os presidentes da Turquia e da Ucrânia, Recep Tayyip Erdogan e Volodymyr Zelensky.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a reunião com Rubio tratou das “prioridades” norte-americanas para a Síria. O chanceler também destacou sinalizações positivas recentes ao novo governo sírio, incluindo o levantamento de sanções dos EUA contra o país e a retirada de Ahmed al-Sharaa da lista de terroristas procurados por autoridades norte-americanas.

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