Mohammad Pakpour, novo comandante da Guarda Revolucionária do Irã, prometeu nesta sexta-feira (13/6) “consequências destruidoras” para Israel, em resposta ao ataque israelense contra o território iraniano. Em declarações veiculadas pela agência estatal Irna, ele afirmou que “as portas do inferno se abrirão” para o Estado israelense.
“O regime sionista, criminoso e ilegítimo, enfrentará um destino amargo e doloroso”, disse Pakpour, que assume o posto após a morte de seu antecessor, Hossein Salami, em um ataque atribuído a Israel.
Enquanto o Irã se prepara para uma possível retaliação, Israel anunciou a mobilização massiva de reservistas em todo o país, aumentando ainda mais os temores de um conflito ampliado no Oriente Médio.
A ação israelense foi conduzida após anos de ameaças do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contra o programa nuclear iraniano — mesmo correndo o risco de desagradar aos Estados Unidos, seu principal aliado.
A ofensiva ocorre em meio a tentativas dos EUA e Irã de avançarem em um novo acordo nuclear, cuja próxima rodada estava prevista para acontecer no domingo seguinte ao ataque, em Omã. O ex-presidente Donald Trump chegou a afirmar estar “próximo de um bom acordo”, mas alertou que não queria interferência de Israel nas negociações.
Para especialistas, como Menahem Merhavy, da Universidade Hebraica de Jerusalém, é possível que tenha havido algum tipo de entendimento tácito entre Washington e Tel Aviv: “Talvez tenha havido um acordo do tipo: vocês negociam, e nós atacamos”.

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