Mais de 500 dragas foram flagradas no rio Madeira durante um sobrevoo realizado entre Rondônia e o Amazonas. As imagens mostram centenas de embarcações alinhadas ao longo do leito do rio, usadas para mineração ilegal.
Durante o sobrevoo, a equipe identificou diversas embarcações, muitas delas próximas a terras indígenas e unidades de conservação. Em um dos pontos, foi registrada extração de ouro ao lado da Reserva e da Estação Ecológica do Cuniã.
Em outra área, cerca de 48 dragas estavam agrupadas, formando um verdadeiro paredão no meio do rio, o que compromete a navegação. Segundo o pesquisador Nilo D’Ávila, além dos impactos ambientais, o garimpo ilegal traz prejuízos sociais, riscos à saúde e ameaça quem depende do rio como principal meio de transporte.
Durante as quatro horas de sobrevoo no rio Madeira, entre Porto Velho e o município de Novo Aripuanã (AM), em uma faixa de 842 quilômetros, a equipe identificou cerca de 543 dragas atuando na extração ilegal de ouro. Após a coleta e mapeamento dessas dragas, o Greenpeace Brasil deve formalizar uma denúncia às autoridades sobre a ação ilegal.
Além de causar danos ambientais, as dragas dificultam a navegação segura de outras embarcações. De acordo com a Polícia Federal (PF), entre julho de 2024 e julho de 2025, foram realizadas quatro ações de combate ao garimpo ilegal no rio Madeira, em Rondônia, que resultaram na inutilização de 109 dragas usadas na atividade criminosa.

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