O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (à esquerda na foto) , tentou convencer os presidentes do Senado e da Câmara na noite de quarta-feira, 28, a não derruba o decreto presidencial que aumentou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas seu argumento é o pior possível.
“Expliquei as consequências em caso de não aceitação da medida [do aumento no IOF], o que acarretaria em termos de contingenciamento adicional. Nós ficaremos num patamar bastante delicado do ponto de vista do funcionamento da máquina pública do Estado brasileiro”, disse Haddad a jornalistas ao comentar a reunião com o senador Davi Alcolumbre (União-AP) e o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
O governo Lula (à direita na foto) apelou para o aumento do IOF porque não tem qualquer preocupação com o funcionamento saudável da máquina pública e, por isso, precisa sempre buscar uma fonte extra de recursos. A sanha arrecadatória estava no âmago da ampliação do monitoramento do Pix, e foi por isso que acabou sendo cancelada pelo governo, após pressão popular.
Lula só quer gastar
Enquanto Haddad usa o Estado brasileiro de refém, Lula segue prometendo benesses de olho na eleição de 2026, e pressionando o Congresso a endossá-las.
Na quarta, ao comentar a medida provisória (MP) que prevê a isenção do pagamento da conta de luz por até 60 milhões de pessoas, o petista disse o seguinte:
“Não é uma coisa fácil de ser aprovada no Congresso Nacional, não. Toda vez que a gente quer promover o pobre e aumentar um pouquinho o pagamento dos ricos, tem muita gente contra.”
Os congressistas brasileiros também não são exatamente conhecidos por seu rigor fiscal, mas seria ingenuidade imaginar que irão se prestar a servir de trampolim para o petista, que simplesmente largou qualquer compromisso de responsabilidade com os gastos públicos no desespero por recuperar popularidade.

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